20081031

Estas grandes obras levam-nos ao FMI

Tenciono escrever mais detalhadamente sobre o assunto. Mas fica desde já um contributo:

Portugal não pode seguir uma política puramente keynesiana, como alguns defendem, de estimular a economia através de obras públicas e subida do poder de compra, porque o seu endividamento externo não o permite. E a dívida é um problema especialmente perigoso quando se está perante uma crise de crédito.

Efectivamente o keynesianismo sem poupança leva mais rapidamente à falência. A única alternativa é apostar em investimento público de pequeno valor e de máximo impacto na balança de transacções correntes. Exemplo, o pequeno investimento necessário para recuperar a linha do Douro para levar as mercadorias do Norte para a Europa, evitando parte do consumo de petróleo importado e gerador de déficit comercial. Aliás será este tipo de caminho que acabermos por percorrer. A única questão é saber se o faremos antes ou depois do regresso do FMI a Portugal.

Leituras 20081031

 

PS: Ainda o episódio Pedro Morgado/António Alves. Falta-me fazer uma referência que deveria ter feito na altura. Considero o post do Pedro Morgado injusto, dado que António Alves nunca foi «portocêntrico», como aqui o Avenida Central comprova ao cita-lo. Porém a reacção foi desnecessária e além da urbanidade apropriada, mesmo que se considere normal a ocorrência regular deste tipo de «crises» na Blogosfera ou mesmo considerando que o comentário de Pedro Morgado possa ter sido permeditadamente provocador ou com má-fé.

20081030

PLATEIA denuncia drenagem do Ministerio da Cultura

"Ao longo dos últimos anos a PLATEIA tem tentado sensibilizar o Ministério da Cultura para o carácter iníquo da situação gerada pelos procedimentos de apoio às artes abertos em 2004: Procedimentos em que a região Norte, e apesar das correcções ao aviso de abertura, foi negativamente discriminada, sem que para isso existisse qualquer justificação de carácter político.

Posteriormente o DL 225/2006 de 13 de Novembro (na alínea b) do seu nº 3, ainda em vigor) afirmava a correcção de assimetrias regionais como um dos objectivos da nova política de apoio às artes. E ainda há poucos dias, mesmo antes do presente aviso de abertura, o preâmbulo da Portaria 1204-A/2008 de 17 de Outubro afirmava pretender operacionalizar “a distribuição equilibrada da actividade artística pelas diferentes regiões e o acesso à fruição das artes pelos diversos públicos”.

Ficámos naturalmente estupefactos quando, após a declaração destas melhores intenções políticas e preambulares, fomos confrontados com números que traduzem uma actuação da administração ao arrepio dos compromissos políticos assumidos em Diário da República.

De facto os cidadãos portugueses que habitam a Região Norte do país continuam a ser tratados, pelo actual executivo, como sendo de segunda categoria, quer enquanto agentes culturais e artísticos, quer enquanto público. Senão vejamos, e considerando só os números relativos às artes do espectáculo (teatro, música, dança e cruzamentos disciplinares):

- Quanto ao investimento por habitante: Em 2007/08 o investimento por habitante na Região Norte era o mais baixo de Portugal: 0.88 € contra, no limite, os 3,07 € da Região de Lisboa e Vale do Tejo. E surpreendentemente em vez deste fosso ser corrigido ele é ainda mais acentuado pelo actual aviso de abertura: A Região Norte permanece afundada na cauda do país com 1,04€ de investimento por habitante enquanto Lisboa e Vale do Tejo sobe para os 3,43 € por habitante.

- Quanto ao número de habitantes por estrutura: Em 2007/08 a Região Norte apresentava cerca de 100 000 habitantes por estrutura financiada. Esta situação mantém-se em 2009/10. Também neste índice a Região Norte se apresenta na cauda do país, pretendendo-se que aqui existam três vezes mais habitantes por estrutura do que na região de Lisboa e Vale do Tejo (97 156 contra 33 105)

- Quanto aos índices de crescimento das estruturas apoiadas: O presente aviso de abertura pretende apoiar 38 estruturas na região norte (mais três que nos anos anteriores, ou seja um crescimento de cerca de 10%)). Mas na Região de Lisboa e Vale do Tejo serão apoiadas 82 estruturas. Mais treze que nos anos anteriores (Ou seja um crescimento de cerca de 20%). E mais uma vez também aqui a Região Norte se encontra na cauda do país, em face dos crescimentos entre 30% e 50% das restantes regiões." - PLATEIA

Questões:
- A Cultura não deveria ser sobretudo uma função local?
- Existe mesmo necessidade de tantos apoios em Lisboa para a rentabilização de projectos culturais e de formação de públicos? Não é isto apenas a subsidiação de mais projectos sem público e de interesse duvidoso? Da mesma forma que certos poderes económicos, é também muito questionável a forma como certas "elites culturais" rodeiam o Estado Central.

20081027

Leituras 20081027

·         Portugal à beira do caos financeiro, é o que se vai descobrindo no Portugal Contemporâneo. Vale a pena seguir;

·         Alta figura do Estado Central moveu as suas contas de um Banco Português com sede social a Norte para outro banco, estrangeiro, a operar em Portugal. O motivo foi a mudança na mesma direcção do seu gestor de conta... Essa alta figura é uma daquelas que regularmente apela à confiança... Darei uma prenda a quem adivinhar.

·         Praxis lisboeta: A Mentira embrulhada em Verdade passa a Verdade. Isto a propósito das afirmações de João Cravinho, a semana passada, nas quais dizia que a corrupção continua a crescer (verdade), que Portugal vai a caminho da italianização (verdade), que é necessário restringir as obras públicas (verdade), como por exemplo o TGV Lisboa-Madrid (verdade), mas que de fora deverá ficar Alcohete porque é necessário (mentira). Efectivamente o trafego na Portela tem estado a cair.

·         Assalto a Lisboa ao resto de Portugal - Miguel Sousa Tavares - A ‘Nova Alcântara’ é uma obra prejudicial à cidade de Lisboa, inútil e desbaratadora de dinheiros públicos, com todo o aspecto de ser ilegal e que levanta fundadas suspeitas de favorecimento negocial inadmissível

·         Mafiosidade das PPPs fabricadas em Lisboa, deveria dar origem a internamento cumpulsivo no «Conde Ferreira». Chamo à atenção para o quadro final deste artigo.

·         Belmiro diz o óbvio: «preferia pequenos investimentos em maior número do que os investimentos de grandes montantes previstos»; Esquece-se de ser consequente, isto é, apoiar a Regionalização em qualquer uma das formas sensatas;

·         O «hedge fund» alavancado, chamado CMGaia vai estourar. Decedidamente, 2008 é um ano mau para LFMenezes. É o que faz julgar que o futuro se gere com amadorismos/imprevedência. O Norte estará condenado a isto ou a vendidos a Lisboa ?

·         Falando em vendidos, parece que Rui Sá terá provocado o fim do ciclo de Rui Rio. Efectivamente, aquele que se armou em austero para poder ser aceite em Lisboa, tem, afinal pés de barro. Não há nada de diferente face a Gomes. Também Rio sacrificou o Porto para ir para Lisboa. Se os eleitores do Porto forem espertos, saberão o que fazer em 2009.

·         Aparelho socialista do Norte, tenham tomates! não se acobardem...defendam a vossa Região. Pois. Não tiveram. Pedro Baptista foi derrotado. Sugestão a Alexandre Ferreira: Convidar o professor para integrar o «ACP» e candidatar-se como independente à CMPorto. Rio vai cair. Agora é a altura certa.

·         Fantasias «portocentricas»: Derrubar viadutos com 13 anos para dar lugar a rede de eléctricos. Quem pensa nisto e os jornalistas que divulgam estes disparates ainda não perceberam que o mundo está à beira de uma crise sem precedentes e que nos próximos anos os investimentos serão a conta–gotas. Mais casos de dissonância cognitiva. Enfim.

·         Fim da Blogosfera à vista ? É um artigo Wired...

20081024

Brincar às Entidades

Foi publicado em Diário da República ( Portaria e Decreto-Lei) a criação de Comunidades Intermunicipais e a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. O governo quer fugir à Regionalização e cria estas múltiplas entidades. Mais empregos ( pessoal administrativo, executivo, presidente do executivo, etc), mais despesa pública.

Estas entidades e outras a criar não escrutinadas pelos eleitores são o modo mais rasteiro de fazer política. Os membros executivos e respectivos presidentes serão os do costume: pessoal político dos munícipios, os amigos irão a preencher as vagas do resto do pessoal

Entidade regional de Turismo; Entidade regional de Saúde; Entidade regional dos Vinhos; Entidade regional da cortiça ou do azeite, etc.

A Regionalização às claras é a solução ideal de democratização e desenvolvimento, principalmente dos territórios mais deprimidos. É urgente deixar de brincar às escondidas, tipo, Amaves e companhia.

Vamos lá criar as Regiões. Sabem quem são os membros do Comité de Regiões de Portugal na UE, claro presidentes de Câmara ou dos governos regionais, a malta de sempre.

20081023

10 milhões de regiões

Creio que todos nós, de boa fé, podemos concordar que, se nos dessem a oportunidade, cada um dos portugueses teria um "mapa" diferente da regionalização ideal.

Desde logo, os centralistas diriam, como dizem, que Portugal é "pequeno demais" para ter mais do que uma região. É com base nesse argumento que têm defendido a necessidade de investir mais em Lisboa do que no conjunto do resto do País - como aliás fica bem demonstrado no mapa que está na origem de toda esta polémica (aliás, inútil, porque não acrescenta nada, dispicienda, porque assenta na interpretação de detalhes que prejudicam a visão do conjunto, e perniciosa, porque se fundamentou na insinuação e no ataque pessoal que nada trazem para a discussão de fundo). O facto é que, por causa disto tudo, o País continua a desviar recursos das áreas mais pobres para as mais ricas e para a mais rica em particular.

Também todos os outros que não são centralistas terão os seus próprios mapas da regionalização ideal, muitos certamente por boas razões, outros por razões mais paroquiais ou afectivas - contra as quais nada tenho.

E no entanto, caros leitores, AÍ É QUE RESIDE O EQUÍVOCO. A regionalização se tiver méritos não há-de estar dependente do mapa em que assente. Foi em grande parte por causa desse argumento acéfalo, digo bem acéfalo porque quero dizer que resulta de uma falta de reflexão, foi por causa desse argumento que se perdeu a oportunidade do referendo sobre a regionalização; o ponto não é nem nunca deveria ser se se trata de uma "boa" regionalização ou não. O ponto é saber se há regionalização ou não. E para mim, como penso ter deixado claro no post, abaixo, sobre as minhas "opções", interessa que haja regionalização para se poder acabar com a força do "centralismo" e do regime e sistema em que assenta e que alimenta - com prejuízo grave para todo o País, incluindo a sua própria capital.

Os méritos de qualquer regionalização, assim, hão-de residir noutro lado que não na configuração das regiões ou na localização das respectivas capitais regionais. Os méritos da regionalização, para mim, consistem na possibilidade de aproximar as decisões dos problemas e estes de quem os vive, que é como quem diz dar aos governados um maior poder decisório e de controle sobre as soluções do seu governo.

Por isso é que defendo que uma qualquer regionalização será sempre apenas um dos pilares dum necessário e urgente esforço de DESCENTRALIZAÇÃO, isto é, de um movimento para retirar poderes, competências e recursos financeiros ao centro, distribuindo-os pela periferia: seja ao nível das regiões, dos distritos, dos conselhos, dos municípios ou das próprias juntas de freguesia.

Portanto, a discussão que interessa é a de QUE FAZER COM UMA REGIONALIZAÇÃO (e já agora com uma DESCENTRALIZAÇÃO). Que poderes, competências e recursos queremos regionalizar (ou descentralizar). Como o queremos fazer - aproveitando o que já existe ou criando estruturas novas que absorvam e renovem o que existe? - quando e para quê. Essa sim é uma discussão que justifica esforços.

SABENDO SEMPRE QUE SE NÃO HOUVER OPINIÕES DIFERENTES, NÃO HAVERÁ NECESSIDADE DE DEBATE. E QUE NUM DEBATE SÉRIO, OS MELHORES ARGUMENTOS CONVENCERÃO A MAIORIA QUE, EM DEMOCRACIA, TEM O DIREITO E A RESPONSABILIDADE DE DECIDIR.

É meramente simbólico, eu sei. Mas por causa de tudo quanto aqui fica escrito é que acredito profundamente na necessidade urgente de transferir TODOS os supremos tribunais nacionais para Coimbra. Porque a memória importa, a história ensina, o futuro pode ser melhor e o presente é onde agimos. Sabendo que:

É possível um Portugal melhor. Basta querer.


Ordem

Caros Norteadores,

Como referi considero a recação do Pedro Morgado injusta, mas respeito. Braga pensa mais ou menos assim. Daí, entre outros, a audiência, que o Avenida Central tem. Esta «portofobia» ou o «anti-portocentrismo», conforme a perspectiva, merece análise e eu próprio oportunamente analisarei esta atitude bracarense. Obviamente poderá não ser de fácil digestão.

Por agora interessa voltar a caminhar. Para quem continua no Norteamos ou para quem se envolve na defesa do desenvolvimento a Norte através de outras iniciativas, ou mesmo para quem quer fazer uma pausa nestas reflexões, a minha recomendação é que se aprenda com este episódio: Há disparidades de percepção a vários níveis dentro da região e como resolve-las é um grande desafio. As diferenças Intra-Norte deverão fazer partes dos assuntos que analisaremos futuramente aqui, na restante Blogosfera ou fora dela.

tretas e paninhos quentes

"Ainda o Portocentrismo

JPM, comentando este post, escreveu o seguinte:«Se a construção do hospital fosse da responsabilidade directa do Município de Braga já estaria aberto há muito ao público. Ou tem dúvidas?»Concordo. É exactamente por isso que me custa ver avançar uma Regionalização em que o Porto vai acabar por fazer ao Norte o que Lisboa tem feito ao país...

Escrito por Pedro Morgado às 11:30 ·

Etiquetas: , "

Deixemo-nos de paninhos quentes e tretas 'politicamente correctas'. Deixemo-nos também de tentar passar atestados de estupidez uns aos outros. O indivíduo que escreveu o post acima é useiro e vezeiro, talvez fruto dum recalcamento qualquer, nesse tipo de atitudes. Ligar a não construção de um hospital em Braga ao 'portocentrismo' é absolutamente irracional. Especialmente com o Porto, que há anos não consegue fazer com que o Estado lhe construa um novo e absolutamente necessário hospital materno-infantil. Aliás, das escassas vezes que esse indivíduo aqui veio foi para largar pérolas semelhantes. Há peditórios para os quais não dou.

20081022

Sobre o debate regional

As pessoas são muito emotivas quanto aos temas regionais. Compreendo porquê. Resulta da paixão que sentem pelas suas origens ou pelo local onde vivem. Isso é absolutamente normal.

Tem é a desvantagem de resultar normalmente em discussões acaloradas, tanto mais acaloradas quanto maior é a dificuldade em nos colocarmos "nos sapatos" do outro e tentarmos compreender o seu ponto de vista. Não significa isto que tenhamos de concordar com o ponto de vista do outro. Podemos continuar a discordar. Mas se não tentarmos compreender porque é que o outro pensa como pensa, nunca seremos capazes de produzir argumentos capazes de derrubar os preconceitos (vem de "pré-conceitos"). E, quem sabe, poderemos mesmo vir a descobrir que afinal os únicos preconceitos eram os nossos. De alguma forma, e perdoem-me a frase feita, "é no meio que está a virtude".

Às vezes não é uma questão de concordar com o ponto de vista do outro. Normalmente é muito menos. É estarmos sensíveis para aquilo que o incomoda, e é também sermos tolerantes para com as suas falhas.

Quando assim não é... quando deixamos que as emoções (e os nossos pré-conceitos) falem por nós, quando falta sensibilidade, bom senso, tolerância e moderação... não chegamos a lado nenhum. Apenas contribuimos para solidificar os muros que queremos tanto derrubar.

Gostaria apenas de clarificar que não pretendo "atingir" ninguém em particular com isto, mas apenas contribuir para a reflexão de todos. E faço notar que essa reflexão se tanto se aplica a intra-norte como a intra-Portugal.

Aproveito ainda para enviar um abraço sincero ao Pedro Morgado, que abandona o Norteamos, mas não o Norte. Sei que estaremos em breve juntos para as lutas verdadeiramente importantes. Até porque, cada vez mais, a blogosfera está a sair da Net.

O Estado da causa

Cada vez mais estou pessoalmente convencido que a causa da Regionalização/Autonomia do Norte é uma causa perdida e inglória. O Norte não está ainda preparado para este salto em frente. Preocupa-o mais as suas guerras internas de courelas e regos de água do que propriamente o seu progresso material e social. A cultura castreja ainda impera e mata-se mais facilmente à sacholada um vizinho que teve o desplante de retirar uma pequena pedra dos ridículos muros que nos dividem as quintarolas do que se coopera, juntando e integrando recursos, para ganhar massa crítica e fazer economias de escala. Aliás, o mapa dos resultados ao referendo ao aborto é paradigmático quanto ao facto da Área Metropolitana do Porto ser ainda um corpo estranho no conjunto. O Norte é ainda um território socialmente conservador e dum certo modo até reaccionário. Nesta região apenas uma área reúne já condições económicas, sociais e culturais para esse salto em frente: a metapolis que referi no meu post anterior. Qualquer veleidade em separar este corpo é dar fantásticos tiros nos pés.


A causa da Regionalização é também uma causa perdida por outras razões. Porque quando ela vier já não interessa e ninguém lúcido a quererá nesses moldes. Ela virá quando já não existirem fundos europeus para distribuir. Até lá o Estado Central não a promoverá. Depois assistiremos ao paradoxo desse mesmo Estado a impô-la pela força. Durante alguns anos será a glória do paroquialismo bacoco. Assistiremos à proliferação das quintarolas e dos morgadios. Depois a realidade impor-se-á. Certas ‘estruturas’ sociais têm o condão de se imporem independentemente da estupidez de alguns homens. Em volta dessa ‘realidade’ pouco mais haverá que o deserto.


Só mais uma nota final antes de entrar em ‘licença sabática’: eu sou um intolerante!; sou intolerante para com a hipocrisia, a má fé e a mentira.

Norte plural e balcanizado

Sempre conheci a posição anti-«portocentrismo» do Pedro Morgado. Não me impediu convida-lo, apesar de não ser das participações mais frequentes no blogue. Julguei que esta visão do Norte (fora do Porto) iria enriquecer o debate. Infelizmente, teve logo uma consequencia. Rui Valente, fundador do Norteamos desistiu de participar porque não esperava uma visão alternativa do Norte que Pedro Morgado personalizava.

Lamentei nessa altura a saída de Rui Valente assim como lamento a saída do Pedro Morgado. A saída de ambos contribui para a balcanização do Norte dado que reforça a visão mais auto-centrada de cada uma das sub-regiões que o compõe. Mais episódios como o erro no mapa «Outdoor» irão ocorrer e mais falsas percepções da suposta acção «portocentrica» do Porto irão aparecer em Braga. Para bracarenses mais distraídos, o Porto apenas tem poder público local e delegações do público poder central.

Certa altura fui criticado por defender a Regionalização por Fusão de Autarquias (estaria a dividir o Norte). A minha percepção é que o Norte efectivamente já tem divisões suficientes em termos de desenvolvimento, aspirações, prioridades, maneiras de pensar. Aliás, nem precisamos de sair do distrito do Porto para constatar isso mesmo: O Tâmega é miserável se compararmos com a AMPorto.

Há tempos li que nos concelhos de TMAD se discute se iluminação pública de certas igrejas devem ou não ficar acesas durante a noite. No Porto, ninguem pensaria em desligar as luzes da ponte da Arrábida. O mesmo em Braga. Isto é revelador que há muita heterogeneidade.

Efectivamente quem precisa de perceber isso mesmo são os portuenses da AMPorto que conhecem melhor Lisboa do que o resto do Norte. Reparemos com nós, no Porto, reclamamos investimentos para o Metro porque Lisboa tem muito mais, mas nunca começamos o debate pelo vale do Tamega que nada tem. Mesmo bem intencionados, os portuenses deviam ter muito mais cuidado ao falar em Norte. Como não o tem, ouvem de Braga, naturalmente.

Não há dúvida, no entanto, que quem em Portugal protesta contra Lisboa é o Porto. O resto come migalhas e fica calado. E aí Braga tem muito a melhorar e aprender com o Porto. Reconheço que o Pedro Morgado também protesta contra Lisboa e portanto está a salvo desta recomendação. Por isso mesmo é que considero o comentário sobre o «Outdoor» injusto. Aliás o António Alves sempre foi um dos que sempre se preocupou com todo o Norte e não apenas com o Porto.

Esta saída do Pedro Morgado, tal como a do Rui Valente, provam que há ainda muita falta de conhecimento sobre o Norte por parte de todos os residentes. A pluralidade não deveria nem teria que ser balcanizada. Dividir e reinar sempre foi, também, uma estratégia de Lisboa...

PS1: O Alexandre Ferreira começou finalmente a manifestar-se. E ficou surpreendido com certas reacções. Eu pelo contrário, não fiquei surpreendido com o que a militancia partidária faz à percepção da realidade por parte dos seus membros.

PS2: Desafio o Pedro Morgado para republicar este post no Avenida Central. Penso que é pedagógico para os leitores de Braga.

Nortearemos Noutro Lado Qualquer

Dizia-me um amigo regionalista há uns tempos que o principal impecilho ao avanço da regionalização continua a ser o umbigo de alguns regionalistas. E eu concordo. Há por aqui quem ache que o mundo nortenho se esgota nos limites de Crestuma e da Apúlia, o que se constituiu como um terrível equívoco que, pelos anticorpos que cria no Norte para além do Porto, continuamos a pagar demasiado caro.

Os principais argumentos que tenho ouvido daqueles que no Norte se opõem à regionalização assentam invariavelmente na ladaínha dos perigos do portocentrismo e no replicar dos males do municipalismo com os seus exacerbados caciquismos. Pelo contrário, eu digo e repito para aqueles que teimam em não ler e em não ouvir, que prefiro que o centro de decisão esteja a 60 quilómetros do que a 300.

Apesar disso, entendo que a regionalização não pode ser um fim em si mesma. António Alves escreve que «só nós aqui no Porto é que ainda continuamos, se calhar ingenuamente, a julgar que temos como missão preocuparmo-nos com o desenvolvimento de Trás-os-Montes, Alto Minho e até Braga» não consigo disfarçar a náusea. É este paternalismo de alguns portuenses, este sentimento de superioridade travestido de benevolência que incendeia o Norte para além do Porto e que exacerba os sentimentos profundamente localistas e anti-regionalistas das nossas populações.

Não sou partidário de uma "Regionalização a Cinco" e não vejo nisto qualquer portofobia. Não sou adepto da sacralização do Porto e não vejo nisto nenhum sentimento típico de jovens do tempo de Salazar. Não me revejo no modelo de desenvolvimento que alguns defendem e não percebo o que é que o Insituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho possa ter a ver com isto. Aliás, reponsabilizar uma insitutição universitária pelas ideias das populações da área em que se insere é desconhecer em absoluto a missão da universidade e, pior que tudo, é tentar subvertê-la.

Quando aceitei integrar este projecto estava longe de imaginar que a liberdade de expressão fosse tão cara e que os ataques pessoais descessem tão baixo. Haverá, porventura, quem veja ali uma salutar discussão de ideias. Discordo. Apenas se tenta fragilizar uma posição com recurso ao ataque ad hominem, à generalização, ao preconceito, à ignomínia e à falácia argumentativa.

Sobre o móbil dos insultos, e para não dizerem que fujo, apenas reafirmo que a imagem está inequivocamente errada. As indemnizações compensatórias a Norte referem-se quase em exclusivo à Área Metropolitana do Porto, havendo uma pequeníssima excepção cuja dimensão não tenho dados de momento para quantificar mas que nunca abrange uma parcela significativa da NUTSII que justifique tomar o todo pela parte. Porventura, a insinuação de falta de inocência foi desnecessária, mas constando que mesmo depois do próprio autor reconhecer o equívoco ainda haja quem teime não o reconhecer, parece que a aposta fora certeira.

Caros amigos,

Como todos sabem, gosto muito da minha cidade de Braga e isso nunca foi empeçilho a que tenha uma visão muito crítica nas mais variadas vertentes. Infelizmente, as discordâncias aqui enunciadas relativamente ao portocentrismo sempre foram acusadas de um anti-regionalismo que rejeito.

Que nunca se caia na veleidade de se achar que uma regionalização mal discutida e administrativamente aprovada terá sucesso sem que as populações se convençam das verdadeiras viturdes do modelo regionalista. Discutir o lugar do Porto no Norte num futuro processo de regionalização é, por muito que haja quem queira passar ao lado desta discussão, um assunto fundamental para que as populações melhor possam compreender e apoiar o que está em causa.

Infelizmente, este Norteamos é cada vez mais um Portear. Nada que me desgoste dado o carinho e admiração que tenho pela capital do Norte e pelas suas causas. O que não aceito é partilhar a casa com quem escreve assim. Sabem onde me encontrar.

Bem hajam.

Adenda - Não posso deixar de agradecer o convite para este projecto que me foi endereçado pelo José Silva e pelo Pedro Menezes Simões. Lamento que a minha participação neste blogue tenha chegado ao fim. Contudo, há valores dos quais não prescindo, o primeiro dos quais é a liberdade responsável inequivocamente mal tratada neste post. As ideias que nos unem são genuinamente as mesmas e ainda celebraremos juntos o Norte como Região.

Opções

Toda a gente faz opções. Eu também faço as minhas. Na política, decidi que o meu inimigo principal é este regime pernicioso em que vivemos há séculos, que consiste em a elite governante viver em permanente divórcio com o País, segura da sua superioridade e das benesses que isso lhe justifica e indiferente à necessidade de estimular o Povo a alçar-se a padrões de modernidade adequados.

Não é minha, a crítica, é dos nossos maiores. E é de sempre.

Pois eu entendo que é minha responsabilidade lutar para que isto mude. Quero deixar aos meus filhos o legado de ter tentado. Não sinto obrigação de triunfar, mas sinto a Fé de acreditar que, se tiver uma oportunidade, muitos acreditarão comigo e de saber que, se esses muitos forem suficientes, então Portugal mudará.

Esta minha decisão implicava escolher adversários e objectivos. O adversário, para mim, é claro: a noção perversa de que "não vale a pena". É esta a arma principal de quem beneficia deste sistema, deste regime. Não precisam de fazer nada para o protegerem, para se protegerem; basta-lhes convencerem quem deseja que as coisas mudem que "não vale a pena". E nós, nos nossos brandos costumes, vamo-nos encolhendo, aceitando que "não vale a pena", assim confirmando que, de facto, não vai valendo a pena.

Pois eu quero morrer gritando que VALE A PENA. O que significa que acredito profundamente que é possível. Basta querer.

Do mesmo modo, para mim o objectivo é claro. Destruir o centralismo em que assenta este sistema, este regime. A centralização é, não tenho dúvidas, o instrumento principal de quem quer manter o actual, e persistente de há séculos, estado de coisas. É através dela que se mantém os privilégios, as benesses e as sinecuras de quem nos vai governando.

É, por conseguinte, contra a centralização que se pode modificar o "estado das coisas". Destruir a concentração do poder, dividi-lo pelos diversos níveis em que poderia, creio, ser melhor exercido, é uma outra forma de distribuir o poder das elites por outras tantas elites, desse modo forçadas a competirem entre si. Sem tabus e sem limites, o que significa, por exemplo, que a regionalização tem méritos, neste pressuposto, como nenhuma outra medida terá. Mas nada se esgota aí.

Acredito que a descentralização será o melhor método para se reconstruir um País mais humano, mais próximo das pessoas e dos seus problemas, mais possuído pelos seus destinatários, que somos todos nós.

Só por estas vias, estou convicto, será possível reconstruir o País num outro modelo, que beneficie um número muito maior de cidadãos, que finalmente coloque o cerne da cidadania nas mãos de uma maioria alargada de cidadãos, a tão propalada classe média, elemento essencial do triunfo dos modelos sociais europeus e conquista fundamental das democracias ocidentais. E, assim, alcandorá-la aos níveis e padrões de vida modernos, das sociedades ocidentais, a que queremos pertencer e de que nos reclamamos, também há séculos.

E que, no fundo, são "o outro" - neste sentido social - de que fala o cristianismo que me inspira; com principal acuidade para os mais desfavorecidos, como é dever de quem "pode".

Por tudo isto, há muito tempo que procuro a oportunidade de poder gritar bem alto que VALE A PENA. Sinto que o momento está a chegar. A oportunidade está à porta. Vem aí verdadeiras alternativas. Espero, e estou a esforçar-me por isso, contribuir para elas com as minhas convicções. Com responsabilidade. Porque,

É POSSÍVEL UM PORTUGAL MELHOR. BASTA QUERER.

PS. Post publicado originalmente no nortadas

20081021

Falar Claro!

Da má fé

“Ao contrário do que a imagem sugere, é preciso deixar bem claro que o Norte não recebe indemnizações compensatórias. Quem recebe é apenas a área metropolitana do Porto. Espero que o erro tenha sido inocente, mas temo bem que não.” - Pedro Morgado

Porque é que esta frase está eivada de má fé? Porque Pedro Morgado sabe, tal como eu, que o sistema de transportes urbanos com centro na cidade do Porto, propriedade exclusiva ou maioritária do Estado Central, sujeito de indemnizações compensatórias e gerido pelas empresas/entidades CP Porto, STCP e Metro do Porto, não se resume exclusivamente à Área Metropolitana do Porto. É um sistema de transportes de massa cujos eixos se estendem à Póvoa do Varzim, a Norte, a Famalicão, Braga e Guimarães a Nordeste, a Valongo e Gondomar a Este, e que a Sul abrange os concelhos de Gaia, Espinho, Ovar, Estarreja e Aveiro.

Gostem ou não, algumas pseudo- elites em Braga, esta cidade está integrada na rede de comboios urbanos da CP Porto e, segundo notícias ainda recentes, 5,1 milhões de passageiros, utilizaram a Linha Porto-Braga em 2007. Essas pessoas, que viajaram em comboios da CP Porto, são, todas elas, beneficiárias directas das indemnizações compensatórias atribuídas a este sistema de transportes por parte do Estado. O mesmo se passa no eixo Porto-Aveiro.

Como se prova, as indemnizações compensatórias, ao contrário do que Pedro Morgado afirma, não são apenas destinados à Área Metropolitana do Porto. Braga, assim como Aveiro, têm justas razões de queixa mas apenas no que respeita ao seu próprio sistema de autocarros municipais. Pedro Morgado sabe isto porque já várias vezes, tanto aqui como no seu blogue, este assunto foi discutido. A afirmação de Pedro Morgado não se deve a ignorância, deve-se a má fé. Não é a primeira vez. Até já foi capaz de encontrar tiques centralistas do Porto numa simples avaria de catenária na estação de Guimarães.

Se algum erro existe na imagem é o cálculo efectuado tendo como base apenas os habitantes da Área Metropolitana do Porto.

Constitui o facto da imagem comparar a NUT II Norte com a NUT II Lisboa um erro?

Não. Na minha opinião a comparação está correcta. Passo a explicar.

Numa jogada que pode parecer à partida de simples saloísmo oportunista, o Estado Central extinguiu a anterior Região de Lisboa e Vale do Tejo, reduzindo-a e transformando-a na Região de Lisboa que actualmente apenas inclui a Grande Lisboa e a Península de Setúbal. Esta medida tinha dois objectivos. O primeiro, de esperteza saloia, era tirar a Ota da antiga Região de Lisboa e Vale do Tejo e assim receber o máximo de fundos europeus possíveis para financiar o mega aeroporto. Esse objectivo foi em parte inglório pelo que todos sabemos. O outro objectivo, mais cínico, tem como meta o Portugal pós fundos europeus. Nessa altura, quando já não houver dinheiro da Europa para distribuir, a Regionalização acontecerá. Sem a ‘pimenta’ da União Europeia Lisboa pretende governar-se apenas a si própria e não está para aturar nem rebocar o resto do País atrasado. A única área que podia interessar, a Área Metropolitana do Porto, está longe, 300 km a Norte. Assim sendo Lisboa resguarda-se e constitui-se como uma região exclusivamente litoral e urbana agregando apenas a, embora pobre, industrializada Península de Setúbal. Os campos do Oeste e do Ribatejo que se amanhem. Não interessam e Lisboa já se descartou deles. Só nós aqui no Porto é que ainda continuamos, se calhar ingenuamente, a julgar que temos como missão preocuparmo-nos com o desenvolvimento de Trás-os-Montes, Alto Minho e até Braga.

Ora bem, como a comparação era entre NUTS II, e apesar de apenas a conurbação do noroeste receber indemnizações compensatórias na NUT II Norte, e porque esta, ao contrário de Lisboa, englobar vastas zonas rurais, a comparação está correcta. Lisboa é uma NUT II e as indemnizações, pelas características próprias da região coincidem com todo o território, mas as comparações devem ser sempre feitas entre entidades iguais. De qualquer modo, mesmo entendendo a comparação incorrecta - e dou isto de barato - não é razão para tanto alarido. Só a mentalidade doentia dos portofobos do costume é que podem descortinar aqui um escondido tique centralista a imputar ao Porto. Mas para esses até um simples espirro vindo do Porto é razão para se porem logo a ladrar, salivar e a tocar campainhas.

Os “jovens turcos” bracarenses

Braga, há décadas refém da trilogia serôdia, provinciana e beata “igreja-empreiteiros-mesquita machado”, parece estar a assistir à emergência duma suposta ‘elite’ de “jovens turcos” recentemente saídos da UMinho. Estes parecem ter como objectivo fazer de Braga ‘capital’ duma região. Apesar de jovens ainda estão no tempo das Províncias de Salazar.

Nos tempos que correm, só as regiões que concentram massa crítica suficiente, tanto nível económico, como populacional, tecnológico, de conhecimento, infraestrutural e financeiro é que poderão sobreviver na competição internacional. Condição fundamental é ainda ligarem-se ou transformarem-se num nó da rede mundial de fluxos informacionais e financeiros. Aqui, nesta parte do território ibérico, essa massa crítica concentra-se na metapólis que vai de Vagos a Braga, com epicentro na Área Metropolitana do Porto. Quem não for capaz de perceber isto é porque é incapaz de entender como o mundo funciona hoje em dia. A regionalização/autonomia que nós discutimos aqui no nosso território é tudo menos uma questão local. É uma acção local integrada numa estratégia global.



Imagem de satélite da Península Ibérica tirada à noite onde se podem ver as concentrações populacionais existentes. (Retirada do Blasfémias)


Todo este conjunto, que curiosamente é cosido em toda a sua extensão pela CP Porto, deve cimentar a sua autonomia política o mais rapidamente possível e atar-se o mais solidamente aos dois nós da rede mundial mais próximos: Londres e Madrid. Ambos a apenas duas horas de viagem. Principalmente a primeira porque é a principal praça financeira da Europa e uma das maiores do Mundo. É para lá que devemos olhar. É lá que devemos procurar financiamento e mercado para as nossas empresas. O dinheiro da União Europeia acabará em breve e a partir daí ou somos competitivos ou sucumbimos.

As grandes regiões da Europa. É onde se vê luz que está o desenvolvimento económico

Estes ‘turcos’, se um dia levarem a deles avante, arriscam-se a transformar a cidade de Braga numa realidade ainda mais periférica do que já é e entrar num processo de irreversível empobrecimento. Uma cidade com pouco mais de 100 mil habitantes isolada e ancorada num hinterland rural e pouco instruído não me parece que tenha grande futuro. Não acredito que na hora da verdade tanto Famalicão como Guimarães corram atrás da quimera. O Futuro está na sedimentação da meta cidade do noroeste e na interligação aos seus eixos interiores Viseu-Guarda e Douro. Caso isso não ocorra só o Grande Porto, embora fragilizado, poderá esperar ter um futuro medianamente risonho. E nesse cenário não haverá força económica, nem política, para alavancar o desenvolvimento de toda a região Norte.

A Escola de Ciências Socias da UMinho parece ter falhado a sua missão. Não incutiu nestes jovens a capacidade de alcançarem uma visão holística da realidade social. Falta-lhes a capacidade de ver como os pássaros. Isto é, ver a big picture. Se calhar a culpa não é da Escola de Ciências Sociais e o problema deve-se aos protagonistas serem oriundos de escolas mais 'tecnológicas', muito mais fechadas nas suas disciplinas e sem lastro humanístico suficiente para terem 'imaginação sociológica'. Mas enfim, eles lá andam trampolinando.

As Organizações

Todas as organizações, por mais pequenas que sejam, e este blogue é uma organização porque é um conjunto de pessoas que unem esforços para levar a cabo um conjunto de objectivos comuns, precisam de ter claramente definida e interiorizada a sua missão e objectivos inequivocamente delineados. Todos os seus membros têm que remar no mesmo sentido para que tenha sucesso. Organizações cinzentas, dúbias, com membros com agenda dupla e objectivamente a fazer o trabalho contrário ao rumo traçado, fracassam. Eu não participo numa organização assim montada. O albergue espanhol onde cabe tudo não faz o meu género. É altura de clarificações. Do separar de águas.

Nota Final

"Pedro Morgado disse...
Lamento a pessoalização da discussão. Ficaria melhor assumir o erro do mapa publicado anteriormente.
21 de Outubro de 2008 12:40"


Muitos, quando sentem que lhes faltam argumentos para se fundamentarem numa qualquer discussão, passam para a velha táctica de dizer que os estamos a atacar pessoalmente. É uma saída cobarde e desonesta. A mim não me interessa nada da vida dos outros, nem das suas próprias pessoas. Não me interessa saber se são gordos ou magros, se comem batatas, se fumam, se são casados, solteiros ou viúvos; se vestem calças vermelhas, pólos lacoste e calçam sapatinhos de vela; se são homosexuais, heterosexuais, metrosexuais ou, até, asexuais. Mas as suas ideias políticas e o seu comportamento político interessa-me, analiso, comento e classifico. E alguns são comprovadamente execráveis. Ponto!

PIDDAC 2009

Dotações do PIDDAC 2009 para alguns Concelhos significativos :



Fonte: OE/PIDDAC 2009

Eu nem me dou sequer ao trabalho de calcular a relação investimento por habitante para, por exemplo, os concelhos de Porto e Gaia, aos quais pertencem, respectivamente, a segunda e terceira cidades mais populosas do País. Ou então, no entender de muitos, uns pelas melhores e outros pelas piores razões, uma única cidade, a mais populosa de Portugal. No entanto, fico à espera das pavlovianas reacções do costume. Aposto que não haverá imediatas republicações desta imagem em certos espaços. E aposto singelo contra dobrado!

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