
Eça de Queiroz
Vale do Tâmega é a região mais pobre de toda a Europa. Mais uma razão para que futura expansão do Metro do Porto seja apenas «lowcost». É que os 500 000 residentes no interior do distirto do Porto, não podem continuar a receber 10 vezes menos do que os do litoral.
Estou bastante céptico relativamente ao futuro do ASC e à estratégia da ACP/JMP/Sonae/Soares da Costa. Porquê ? Basicamente porque os agentes regionais são ridiculamente ingénuos. O futuro do ASC está estrategicamente encalhado devido aos erros passados e só nos resta o «damage control».
Vejamos:
É certo que a importancia do ASC me deveria fazer branquear o passado. Porém os erros estratégicos anteriores do poder económcio a Norte, cumplice habitual do Centralismo, AEP/Ludgero/ACP/AIMinho/Sonae/BPI/AICCOPN, continuam a manifestar-se ainda hoje. Efectivamente os privados andaram a baldar-se e agora invocam o desenvolvimento regional. Durantes decadas, foram ingénuos e cumplices com a Drenagem do território, a troco de negócios, incentivos, obras, juros bonificados, licenças administrativas. Agora, não grande tem credebilidade nem geram vaga de fundo da sociedade civil, claro está.
Sobrevalorizam o seu poder, julgando que por serem gigantes no nosso territorio também o são a nível nacional ou ibérico. Efectivamente não tem o peso político, económico, social que tem a mega região de Lisboa e seu bloco de interesses, «máfias», MSM, e população acéfala consumidora de propaganda. Não percebem que são David contra Golias. Desperdiçaram oportunidades de ganhar poder regional há 10 anos e agora é tarde. A gestão autónoma do ASC está condenada ao falanço e a prova disso é o contra ataque da artilharia pesada do Centralismo como revela António Maria a propósito do recente excesso de zelo alfandegário com turistas galegos no ASC:
Resta-nos «damage control», exigir contrapartidas:
PS1: Sugestão para as negociasções. Belmiro exigia o «write off» da toda a dívida para ficar com a gestão do ASC. Não poderá ser apenas parte da dívida. Isto é, não se poderá considerar que uma componente foi investimento público e que portanto não transita para os privados ? É que se Belmiro assumisse parte da dívida teria muito maior poder negocial. Depois até poderia revende-la fazendo um peditório pela região. Eu até era capaz de dar para tal.
PS2: Há cerca de 15 dias estive no ASC, na ala sul. A certa altura havia uma porta exterior aberta a cerca de de 20 metros de um difusor de calor. Não percebo nada disto, mas acho revelador de incopetenca na conceção do edifício.
PS3: Enquanto o trafego nos restantes aeroportos desce, no ASC continua a subir.
Não, não é o Pingo Doce. É o sector de dos Bens e Serviços Transaccionáveis em acção, no sítio do costume, isto é, a Norte:
Engenharia portuguesa chega à Volkswagen Navarra - A engenharia automóvel portuguesa já chegou a Espanha. O CEIIA - Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (Maia) acaba de estender a sua actuação à fábrica da Volkswagen em Pamplona para apoiar, para já com a presença directa de dois engenheiros, os processos de produção do Volkswagen Polo.
A APEportugal – Associação dos Portugueses no Estrangeiro é independente dos partidos políticos e das associações religiosas, não prosseguindo nem se associando aos interesses de uns e de outras, sem prejuízo de dialogar com todas as instituições que se preocupem com os direitos dos portugueses residentes no estrangeiro, com vista à realização do escopo social
A APEportugal manterá uma postura rigorosamente independente relativamente a todos os governos, sem prejuízo de cooperar com os que respeitem os direitos dos portugueses residentes no estrangeiro e de adoptar as acções que entender como adequadas à contestação das medidas que os prejudiquem.
A APEportugal - Associação dos Portugueses no Estrangeiro, que agora se forma, quer e vai constituir-se na alavanca que projectará os anseios legítimos desses Portugueses que vivem e labutam fora do território nacional. Funcionaremos como a verdadeira Associação de defesa dos Portugueses Emigrantes e ex-emigrantes.
Curiosamente esta associação tem objectivos idênticos ao «estatuto editorial» do Norteamos... Tudo isto para dizer que hoje me encontrei pessoalmente e brevemente com o presidente da APEPortugal, senhor José Morais e com o senhor Manuel Carrelo, dinamizador do Partido da Emigração e Regiões.
No Domingo passado, Rui Rio veio para o JN lamentar-se do governo Sócrates e do Centralismo. A incoerência e irresponsabilidade deste presidente de câmara é trágico para o Porto. O despertar tardio de Rio para a histórica dupla ética do Estado Central face ao Norte, significa que os portuenses elegeram um ingénuo para presidir ao nosso destino. O Porto e a AM são prejudicados porque tem à frente um político que adopta posições que colocam em causa as possibilidades de desenvolvimento regional e enrequecimento material e imaterial da população. Apenas 2 exemplos:
Durante os últimos anos andou sempre a reboque das posições públicas das forças vivas regionais, nomeadamente Rui Moreira, ACP, Blogosfera e comunicação social regionalista. A estratégia de não berrar contra Lisboa, porque ele próprio tenciona ir para lá, é inaceitável. Dentro do PSD de MFLeite cada vez tem menos poder. Ele próprio se caracteriza: «Acho, no entanto, que não é difícil de perceber que só nos tratam desta maneira, precisamente, porque também há cá gente que, comportando-se servilmente, não se dá, ela própria, ao respeito». É um «bluff» vergonhoso para o Porto. Como patinar o presidente da CM Porto mais submisso de sempre ao Estado Central ? Não sei. E isto é um grande problema.
Se eu fosse um geógrafo portuense filiado políticamente teria:
Porém eu sou um economista independente.
O sector FIRE – Financials, Insurance e Real-Estate é o principal afectado pela contracção do crédito: WallStreetJournal: «Businesses are dumping office space at the fastest pace since the months after the Sept. 11 attacks, increasing the financial stress on commercial-real-estate owners and their lenders, many of them already ailing financial institutions».
O governo Sócrates, e bem, aprova Plano de Gestão de Imóveis que consagra o pagamento de rendas pelos serviços públicos. «Visa optimizar a utilização dos espaços ocupados pelos serviços do Estado no que diz respeito a custos e ocupação de espaços, levando em linha de conta as perspectivas de evolução do mercado imobiliário»
Ora, há aqui uma oportunidade para todos os portuenses de alguma forma ligados ao sector imobiliário: Captar para o Porto, AMPorto ou Norte, unidades organicas/departamentos da Administração Central.
Exemplos passados:
Exemplos de organismos/departamentos de caracter nacional sediados no Porto
Exemplo de iniciativa idêntica em Castelo Branco: Até final do ano, entrará em funcionamento o único Contact Center nacional da Segurança Social.
A isto chama-se Desconcentração da Administração Pública (os serviços continuam na dependência de uma hirearquia central, mas estão territorialmente espalhados pelo território nacional). Cria empregos e actividade económica fora de Lisboa. Isto também se chama Capitalismo (operadores imobiliários regionais a mobilizarem-se para captar novos clientes).
PS: Este post é especialmente dedicados aos «bloggers»
"O Ministro da Ciência e Tecnologia propôs hoje à Toshiba a criação de uma parceria com Portugal e Espanha no desenvolvimento do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, em construção em Braga, que deverá estar operacional no próximo ano.
Mariano Gago afirmou que Portugal e Espanha estão a operar conjuntamente no desenvolvimento daquele que será "certamente o maior laboratório da Europa e um dos maiores do mundo" nesta área e frisou que está aberto à participação de outros países e empresas.
"Portugal e Espanha quiseram que [este laboratório] fosse, por tratado, uma organização internacional, sujeita ao direito internacional e aberta à participação de outros países e empresas a partir do momento em que estiver construído e operacional", disse o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O governante adiantou ainda que "há contactos que estão a ser desenvolvidos com grandes empresas que têm capacidade de investigação no domínio da nanotecnologia". - Lusa