20081002

Crise Financeira

Hoje tive um pesadelo em que a CGD era um banco privado. Este banco privado emprestava cerca de 500 milhões de euros a especuladores bolsistas aceitando acções como colateral. Neste banco privado o Estado tinha de intervir, injectando centenas de milhões de euros, para garantir a sua estabilidade.

Ainda bem que foi só um pesadelo. A CGD, como Banco público, tem obviamente uma gestão de risco cautelosa e acima de qualquer suspeita...

Eis o centralismo

"Prevalece e reforça-se a cultura centralista e burocrática, ao ponto de, ainda em 2008, ser o Ministério da Educação a regulamentar as podas das árvores nos recreios das escolas de Bragança ou Melgaço." - Paulo Morais, JN

Existe algo muito errado num país que, em vez de discutir qual a descentralização regional que pretende, continua a discutir se quer ou não uma descentralização regional.

O que fazer no meio do «baratotontismo» ?

O que fazer no meio do «baratotontismo» ? Isto é, no que acreditar, no que se deve apostar, quando há sinais evidentes de «baratas tontas» a moverem-se em todas as direcções ?

Há sinais evidentes de dificuldades no sector de Bens e Serviços Não Transaccionáveis, baseados em crédito fácil e barato, no mundo ocidental e também nos equivalentes lisboetas:

Quem se deve evitar:

  • Vendedores de banha da cobra, propagandistas ao serviço do governo, baratas tontas, António P. Metelo, MST, foruns TSFs e afins, TV generalista;
  • Neo-liberais de meia tigela:
    • O abominável Cesar das Neves, que incoerentemente agora defende o keynesianismo;
    • João Miranda com a sua habitual postura de recém-chegado às ciencias sociais, que perde sempre o essencial e que apenas sabe articular a mecânica deterministica das suas ciencias exactas;
    • Restantes Blasfemos que vão adptando a ideologia aos acontecimentos; Agora dizem que os EUA são socialistas ou agora arrependem-se de ter apoiado Rui Rio...

Quem se deve prestar atenção:

  • Vitor Bento, Medina Carreira, Daniel Deusdado;
  • Pedro Arroja, quando escreve sobre economia e se expurga as patetices sobre católicos e protestantes;
  • O blogger portuense radicado em Lisboa, CN, o único liberal português com consistência. Tenho que reconhecer que a abordagem austriaca é aquela que está a explicar melhor os acontecimentos económicos actuais.  
  • O comentador portuense «anti-comuna», que comenta acertadamente sobre a economia Portuguesa no Blasfemias e no PortugalContemporâneo;
  • O comentador «Euroliberal», que comenta acertadamente sobre geopolítica nos mesmos blogues;
  • Obviamente António Maria;
  • Jim Rogers
  • Marc Faber;  
  • Peter Schiff.

 

 

 

 

 

20080930

Carlos Lage - 2 artigos a ler

Está a estabelecer-se um mercado económico entre a região Norte e a Galiza

Aeroporto deve ser gerido numa lógica de autonomia

Privatização da ANA

Nada impede uma empresa de comprar a ANA e posteriormente vender um dos aeroportos a outra empresa.

E nada impede que exista um acordo para-social prévio para assegurar este cenário...

Expansão «low cost» do Metro do Porto

Enquanto que os EUA caem como caiu a URSS, vale a pena continuar a tratar da nossa vidinha e futuro. O «crash» do sector dos Bens e Serviços Não Transaccionáveis nacional, Brisas, Motas, PPPS, Scuts, ProjectFinance, Alcochetes, TTTs e máfias associadas há-de chegar e é preciso apostar em investimentos públicos sensatos, viáveis, que reduzam o consumo de petroleo (inevitavelmente caro no futuro) e que não penalizem o contribuinte.

A propósito da expansão do Metro do Porto, gostaria de resumir o «meu» mapa:

  • CVE Porto-Minho-Vigo no ASC e em Campanhã via ramal de Leixões; Seria desnecessário a proposta ligação S.Hora-S.Mamede Infesta-HS.João;
  • Ligação de Campanhã a Valbom;
  • Ligação simbólica à Trofa;
  • Ligação Devesas-Arrábida-VCI-zona do estádio do Bessa seguindo depois pelo canal da avenida da Boavista até à rotunda.
  • Ligação Campanhã-Alfandega-Arrabida-Campo Alegre, via ramal da Alfandega e transformação do canal marginal do electrico histórico em canal para Metro. Mesmo tendo troços de apenas uma via, esta linha, praticamente construída, teria que ter obrigatoriamente as seguintes ligações a importantes polos da cidade de forma a gerar trafego:
    • «Shutlle bus» do STCP ligando a paragem do metro junto à Alfandega à zona HS.António/polo biomédico da UP/praça de Lisboa via rua da Bandeirinha; Futuramente poderia ser efectuado um upgrade para funicular/metro em pneus;
    • Idêntico sistema ligando a paragem do metro na alameda Basílio Teles à zona do polo da UP do Campo Alegre via rua D.Pedro V;  As ligações que proponho são para transporte de massas, rápido, frequente. Portanto, o electrico histórico que actualmente segue pela rua da Restauração deveria ser reestruturado e passar a entrar dentro do Palácio de Cristal exercendo assim a sua função turistica.
    • Re-activação do elevador da ponte da Arrábida ligando uma paragem do metro na sua base ao seu tabuleiro e zona da faculdade de Arquitetura, planetário e teatro do Campo Alegre;

Com estas linhas, com canais já existentes, de baixo custo de construção/exploração, podemos exigir mais rapidamente e com maior credebilidade o respectivo investimento por parte da administração central. Os tempos de Depressão 2.0 que iniciamos há um ano vão levar a que apenas isto seja realista/viável. É bom que nos adaptemos quanto antes à nova realidade. Quanto à  propaganda e megalomanias de Lisboa, elas vão mesmo esvaziar com as quedas das Brisas e do sistema financeiro e nem vale a pena combatê-las.

Meia decisão correcta

Fonte: Público

Tudo indica que o governo tomou a decisão correcta e deixou cair a Linha de Metro da Boavista em favor daquela a que temos chamado Linha do Campo Alegre e que há muito temos aqui vindo a propor. Sempre foi evidente que esta será uma via de muito maior utilidade para a população deste lado da cidade e verdadeiramente estruturante do sistema de transportes geral da urbe. A insistência de Rui Rio na Linha da Boavista tinha como único objectivo arranjar maneira de pôr a Metro do Porto a pagar-lhe a reabilitação desta artéria. Cometeu até a parvoíce de colocar o carro à frente dos bois e construir uma espécie de pista de aterragem inútil (pode ser que algum dia uma low coast pegue naquilo) no troço final da avenida que agora terá que arranjar maneira de pagar.

Apesar desta boa decisão, o Governo parece continuar a insistir numa redundância que será aquela ligação Senhora da Hora – Hospital S. João. Mas isso são outras histórias.

20080929

Central Park

Foto: Dario Silva

Junto ao mar, o lado norte do Grande Porto, Matosinhos, é unido ao seu bairro central, o Porto, pela grande mancha verde do Parque da Cidade. Está em evolução um projecto para unir este ao Parque de Real em Matosinhos. Para isso a Circunvalação será enterrada nessa zona para dar espaço à ligação entre os dois parques.

Semana passada...

20080926

Conferência sobre Regionalização

Assisti ontem a uma daquelas conferências destinadas a discutir o ‘sexo dos anjos’, isto é, a Regionalização. Não ouvi novidades. Também, valha a verdade, ninguém estava à espera disso. Mas foi interessante. Foi interessante verificar a descrença que tanto João Cravinho como Vital Moreira, embora não o afirmem directamente, demonstram no futuro de Portugal se persistir o actual modelo de desenvolvimento.

A intervenção que para mim foi mais interessante deveu-se a João Cravinho. Dissertou durante longos minutos sobre a estratégia que ele considera a melhor para Portugal: apostar na metrópole polinucleada que vai de Braga a Setúbal, promover a sua coesão e evitar que a ruptura entre a sua parte norte a parte sul se estabeleça. Segundo ele tanto a região Porto como a região Lisboa deviam “desenvolver-se em simbiose” e formar uma faixa atlântica com 7,5 milhões de pessoas que contrabalance Madrid e se transforme na porta de entrada ocidental da Europa. João Cravinho concluiu também que esta estratégia, infelizmente, foi abandonada em favor duma estratégia de desenvolvimento que se consubstancia no eixo Lisboa – Badajoz - Madrid. João Cravinho está errado. Como bem frisou Carlos Abreu Amorim, na assistência, a estratégia defendida por Cravinho nunca existiu e o modelo que privilegia Lisboa é o único que sempre conhecemos como o adoptado.

É sabido que as elites que em Lisboa dominam o Estado há muito têm o projecto de transformar a sua área metropolitana numa região com “dimensão europeia”. Isto é, transformar Lisboa numa urbe com mais de 5 milhões de habitantes a curto prazo. Para isso não se incomodam em sacrificar o país em prol dos seus interesses. A coesão nacional não os comove e nunca os comoveu. Só nós aqui é que, em nosso prejuízo, continuamos a nos preocupar com isso.

Vital Moreira deu uma aula sobre direito administrativo em volta da Regionalização e a sua intervenção não trouxe novidades de maior com a excepção que afinal ele também é a favor da gestão regionalizada dos aeroportos.

Frases Fortes:

“Em matéria de descentralização a unidade não é o ano mas mais a década”

“O afundamento do Norte é o problema mais grave que o País enfrenta em termos de desenvolvimento”

João Cravinho
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“A Regionalização depende do PSD”

“Enquanto a Regionalização depender de referendo as possibilidades de êxito são escassas”

Vital Moreira


P.S. – Devido ao adiantado da hora deixei a Conferência no período de debate com a assistência pelo que não assisti à totalidade da troca de opiniões entre a assistência e os conferencistas.

20080924

Quanto vale o Porto? e o Norte?

Para o ano haverá eleições.

Quantos temas do Norte, e do Porto em particular, terão direito à ribalta das notícias televisivas?

Afinal, é aí que se vê a importância dos assuntos e a sua relevância nacional.

Aceitam-se apostas. Já agora, também sobre quais os temas que terão essa dimensão.

Humilhações

A propósito desta central de ondas, Helena Matos republicou hoje no Blasfemias o que escreveu no Público em Novembro de 2007. Vale a pena ler e tirar algumas conclusões. Aliás, esta história faz lembrar também toda esta palhaçada das declarações contraditórias de Mário Lino e a sua secretária de estado sobre a segunda fase do Metro e o incumprimento do protocolo com as autarquias por parte do Governo. Não acham humilhante o Porto estar refém de um ministro anedótico como o senhor Mário Lino?

Em Agosto de 2005 o ministro Mário Lino assinou, no Porto, um protocolo que “visa o aproveitamento das ondas do mar para a produção de energia, no molhe norte da barra do Douro”. Segundo os jornais, o ministro mostrara-se rendido ao projecto que implicaria um investimento de 2,8 milhões de euros. E nos meses seguintes a central foi existindo nas notícias. Ganhou até nome próprio: CEODouroUm ano depois, em Dezembro de 2006, era aberto aos interessados o “Contrato de fornecimento dos equipamentos da Central de Energia das Ondas da Foz do Douro“. Vieram apoios para a central das ondas do Douro através da Agência de Inovação. A central não existia mas singrava no mundo dos papéis.Contudo em 2007 começou a esmorecer antes sequer de se ter acendido a luz deste “farol da tecnologia”, como lhe chamou um dos administradores duma das empresas envolvidas no projecto. Em meados de 2007 começa a perceber-se que o processo burocrático que rodeava a central caminhava a um ritmo muito menor que as obras que entretanto estão a ser feitas nos molhes do Douro.Na Assembleia da República, o grupo parlamentar do PCP apresentou um requerimento aos ministérios das Obras Públicas e Economia sobre a central das ondas do Douro. Apesar de tudo talvez ainda houvesse futuro para a dita central: em Junho de 2007 ficámos a saber que técnicos chilenos se tinham deslocado a Portugal para “recolher informações sobre o projecto e a construção da central da foz do Douro”. Optimista, o Diário Económico reproduzia declarações de responsáveis portugueses que concluíam que estávamos perante “uma oportunidade para as empresas envolvidas na central da foz do Douro estabelecerem uma parceria para o desenvolvimento de um protótipo conjunto” com os chilenos.Em Outubro a central virtual deixou de existir. Porquê? Simplesmente porque a burocracia não deixou. Segundo declarou o Instituto Portuário e Marítimo (IPM) ao jornal O Primeiro de Janeiro: “Trata-se de um projecto muito específico e complexo (…) que exigiria uma articulação muito rigorosa entre as duas obras, implicando uma definição atempada das suas interacções mútuas, para que não se verificassem atrasos e sobrecustos.”Por outras palavras, as dezenas de técnicos, directores-gerais e presidentes de vários institutos e ministérios não conseguiram articular entre si as obras dos molhes do Douro e da central das ondas. E o que é espantoso é que o IPM confessa que se desistiu porque não conseguiram fazer uma articulação “muito rigorosa entre as duas obras”. Ou seja, o rigor é aos olhos destes senhores algo de excepcional e inatingível.

Helena Matos
*PÚBLICO, NOVEMBRO 2007

Conferência sobre Regionalização

O ciclo de Conferências dedicado ao tema "Regionalização: uma vantagem para Portugal?", promovido pela Câmara Municipal do Porto, continua nos próximos meses.
Depois do sucesso alcançado em Junho e Julho, onde foram discutidos os aspectos económico e financeiro da regionalização, este debate continua agora sob novas ópticas.
Nesse sentido, tenho o gosto de convidar V. Ex.ª a participar no próximo debate, no dia 25 de Setembro, pelas 21h15, que terá lugar no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett.

Atribuições e competências

João Cravinho / Vital Moreira

Rui Rio Presidente da Câmara Municipal do Porto

Veja aqui o programa completo.

A entrada é livre.

P.S. - isto vale o que vale mas eu vou assistir. Mais alguém vai?

20080923

Matrix (1999)

"Oracle: I'd ask you to sit down, but, you're not going to anyway. And don't worry about the vase.

Neo: What vase? [Neo turns to look for a vase, and as he does, he knocks over a vase of flowers, which shatters on the floor]

Oracle: That vase.

Neo: I'm sorry...

Oracle: I said don't worry about it. I'll get one of my kids to fix it.

Neo: How did you know?

Oracle: Ohh, what's really going to bake your noodle later on is, would you still have broken it if I hadn't said anything?"

BP e CEPSA baixam preço da gasolina em 8 cêntimos uma semana depois do Ministro da Economia pedir para as petrolíferas baixarem os preços.

Suleamos

Nortear consiste em defender o desenvolvimento do Norte de Portugal em várias vertentes, sobretudo contra a estratégia Drenadora e Colonizadora de Lisboa. Pelos vistos precisamos também de considerar o termo «Sulear». Defender os interesses económicos de profisionais e empresas do Norte de Portugal junto dos vizinhos Galegos:

 

Leituras recomendadas