20081002
Crise Financeira
Ainda bem que foi só um pesadelo. A CGD, como Banco público, tem obviamente uma gestão de risco cautelosa e acima de qualquer suspeita...
Eis o centralismo
"Prevalece e reforça-se a cultura centralista e burocrática, ao ponto de, ainda em 2008, ser o Ministério da Educação a regulamentar as podas das árvores nos recreios das escolas de Bragança ou Melgaço." - Paulo Morais, JN
Existe algo muito errado num país que, em vez de discutir qual a descentralização regional que pretende, continua a discutir se quer ou não uma descentralização regional.
O que fazer no meio do «baratotontismo» ?
O que fazer no meio do «baratotontismo» ? Isto é, no que acreditar, no que se deve apostar, quando há sinais evidentes de «baratas tontas» a moverem-se em todas as direcções ?
Há sinais evidentes de dificuldades no sector de Bens e Serviços Não Transaccionáveis, baseados em crédito fácil e barato, no mundo ocidental e também nos equivalentes lisboetas:
- Governo irlandês implementa plano de salvação dos seus bancos; Essa Irlanda, ainda recentemente um paradigma do crescimento económico na Europa... e de Pedro Arroja...
- Macquarie Infrastructure Group vende participação na Lusoponte para «further enhance the strength of MIG's balance sheet and its capital flexibility»; Jorge Coelho com mais poder negocial, mas com mais restrições de capital...
- A maior parte dos bancos ocidentais estão ainda mais alavancados/endividados em 2008 do que em 2007;
- Banca nacional solicita 23 vezes mais empréstimos ao BCE em 2008 face a 2007;
- BCP altamente alavancado;
- BCP restringe entrega de acções do banco como garantia dos empréstimos concedidos; Nem eles confiam nas suas próprias acções...
- O BPN, 1º banco nacional candidato a falência já prepara uma fusão;
- Em 2007, a CGD andou a financiar especuladores (Berardo) que hoje se renega ridiculamente; Agora encapotadamente o Estado Central mete lá dinheiro para tapar os buracos ...
- Adiamento da barragem do Tua por parte da EDP; As cotações descem, o crédito escasseia, Mexia adia ...
- Adiamentos nos prazos para candidaturas a novas SCUTS...
- Prejuizos na TAP; Alcochete cada vez mais longe do horizonte...
- Governo entre espada e parede no que respeita aos investimentos públicos.
Quem se deve evitar:
- Vendedores de banha da cobra, propagandistas ao serviço do governo, baratas tontas, António P. Metelo, MST, foruns TSFs e afins, TV generalista;
- Neo-liberais de meia tigela:
- O abominável Cesar das Neves, que incoerentemente agora defende o keynesianismo;
- João Miranda com a sua habitual postura de recém-chegado às ciencias sociais, que perde sempre o essencial e que apenas sabe articular a mecânica deterministica das suas ciencias exactas;
- Restantes Blasfemos que vão adptando a ideologia aos acontecimentos; Agora dizem que os EUA são socialistas ou agora arrependem-se de ter apoiado Rui Rio...
Quem se deve prestar atenção:
- Vitor Bento, Medina Carreira, Daniel Deusdado;
- Pedro Arroja, quando escreve sobre economia e se expurga as patetices sobre católicos e protestantes;
- O blogger portuense radicado em Lisboa, CN, o único liberal português com consistência. Tenho que reconhecer que a abordagem austriaca é aquela que está a explicar melhor os acontecimentos económicos actuais.
- O comentador portuense «anti-comuna», que comenta acertadamente sobre a economia Portuguesa no Blasfemias e no PortugalContemporâneo;
- O comentador «Euroliberal», que comenta acertadamente sobre geopolítica nos mesmos blogues;
- Obviamente António Maria;
- Jim Rogers
- Marc Faber;
- Peter Schiff.
20080930
Privatização da ANA
E nada impede que exista um acordo para-social prévio para assegurar este cenário...
Expansão «low cost» do Metro do Porto
Enquanto que os EUA caem como caiu a URSS, vale a pena continuar a tratar da nossa vidinha e futuro. O «crash» do sector dos Bens e Serviços Não Transaccionáveis nacional, Brisas, Motas, PPPS, Scuts, ProjectFinance, Alcochetes, TTTs e máfias associadas há-de chegar e é preciso apostar em investimentos públicos sensatos, viáveis, que reduzam o consumo de petroleo (inevitavelmente caro no futuro) e que não penalizem o contribuinte.
A propósito da expansão do Metro do Porto, gostaria de resumir o «meu» mapa:
- CVE Porto-Minho-Vigo no ASC e em Campanhã via ramal de Leixões; Seria desnecessário a proposta ligação S.Hora-S.Mamede Infesta-HS.João;
- Ligação de Campanhã a Valbom;
- Ligação simbólica à Trofa;
- Ligação Devesas-Arrábida-VCI-zona do estádio do Bessa seguindo depois pelo canal da avenida da Boavista até à rotunda.
- Ligação Campanhã-Alfandega-Arrabida-Campo Alegre, via ramal da Alfandega e transformação do canal marginal do electrico histórico em canal para Metro. Mesmo tendo troços de apenas uma via, esta linha, praticamente construída, teria que ter obrigatoriamente as seguintes ligações a importantes polos da cidade de forma a gerar trafego:
- «Shutlle bus» do STCP ligando a paragem do metro junto à Alfandega à zona HS.António/polo biomédico da UP/praça de Lisboa via rua da Bandeirinha; Futuramente poderia ser efectuado um upgrade para funicular/metro em pneus;
- Idêntico sistema ligando a paragem do metro na alameda Basílio Teles à zona do polo da UP do Campo Alegre via rua D.Pedro V; As ligações que proponho são para transporte de massas, rápido, frequente. Portanto, o electrico histórico que actualmente segue pela rua da Restauração deveria ser reestruturado e passar a entrar dentro do Palácio de Cristal exercendo assim a sua função turistica.
- Re-activação do elevador da ponte da Arrábida ligando uma paragem do metro na sua base ao seu tabuleiro e zona da faculdade de Arquitetura, planetário e teatro do Campo Alegre;
Com estas linhas, com canais já existentes, de baixo custo de construção/exploração, podemos exigir mais rapidamente e com maior credebilidade o respectivo investimento por parte da administração central. Os tempos de Depressão 2.0 que iniciamos há um ano vão levar a que apenas isto seja realista/viável. É bom que nos adaptemos quanto antes à nova realidade. Quanto à propaganda e megalomanias de Lisboa, elas vão mesmo esvaziar com as quedas das Brisas e do sistema financeiro e nem vale a pena combatê-las.
Meia decisão correcta
Apesar desta boa decisão, o Governo parece continuar a insistir numa redundância que será aquela ligação Senhora da Hora – Hospital S. João. Mas isso são outras histórias.
20080929
Central Park
Junto ao mar, o lado norte do Grande Porto, Matosinhos, é unido ao seu bairro central, o Porto, pela grande mancha verde do Parque da Cidade. Está em evolução um projecto para unir este ao Parque de Real em Matosinhos. Para isso a Circunvalação será enterrada nessa zona para dar espaço à ligação entre os dois parques.
20080926
Conferência sobre Regionalização
A intervenção que para mim foi mais interessante deveu-se a João Cravinho. Dissertou durante longos minutos sobre a estratégia que ele considera a melhor para Portugal: apostar na metrópole polinucleada que vai de Braga a Setúbal, promover a sua coesão e evitar que a ruptura entre a sua parte norte a parte sul se estabeleça. Segundo ele tanto a região Porto como a região Lisboa deviam “desenvolver-se em simbiose” e formar uma faixa atlântica com 7,5 milhões de pessoas que contrabalance Madrid e se transforme na porta de entrada ocidental da Europa. João Cravinho concluiu também que esta estratégia, infelizmente, foi abandonada em favor duma estratégia de desenvolvimento que se consubstancia no eixo Lisboa – Badajoz - Madrid. João Cravinho está errado. Como bem frisou Carlos Abreu Amorim, na assistência, a estratégia defendida por Cravinho nunca existiu e o modelo que privilegia Lisboa é o único que sempre conhecemos como o adoptado.
É sabido que as elites que em Lisboa dominam o Estado há muito têm o projecto de transformar a sua área metropolitana numa região com “dimensão europeia”. Isto é, transformar Lisboa numa urbe com mais de 5 milhões de habitantes a curto prazo. Para isso não se incomodam em sacrificar o país em prol dos seus interesses. A coesão nacional não os comove e nunca os comoveu. Só nós aqui é que, em nosso prejuízo, continuamos a nos preocupar com isso.
Vital Moreira deu uma aula sobre direito administrativo em volta da Regionalização e a sua intervenção não trouxe novidades de maior com a excepção que afinal ele também é a favor da gestão regionalizada dos aeroportos.
Frases Fortes:
“Em matéria de descentralização a unidade não é o ano mas mais a década”
“O afundamento do Norte é o problema mais grave que o País enfrenta em termos de desenvolvimento”
João Cravinho
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“A Regionalização depende do PSD”
“Enquanto a Regionalização depender de referendo as possibilidades de êxito são escassas”
Vital Moreira
P.S. – Devido ao adiantado da hora deixei a Conferência no período de debate com a assistência pelo que não assisti à totalidade da troca de opiniões entre a assistência e os conferencistas.
20080924
Quanto vale o Porto? e o Norte?
Humilhações
Em Agosto de 2005 o ministro Mário Lino assinou, no Porto, um protocolo que “visa o aproveitamento das ondas do mar para a produção de energia, no molhe norte da barra do Douro”. Segundo os jornais, o ministro mostrara-se rendido ao projecto que implicaria um investimento de 2,8 milhões de euros. E nos meses seguintes a central foi existindo nas notícias. Ganhou até nome próprio: CEODouroUm ano depois, em Dezembro de 2006, era aberto aos interessados o “Contrato de fornecimento dos equipamentos da Central de Energia das Ondas da Foz do Douro“. Vieram apoios para a central das ondas do Douro através da Agência de Inovação. A central não existia mas singrava no mundo dos papéis.Contudo em 2007 começou a esmorecer antes sequer de se ter acendido a luz deste “farol da tecnologia”, como lhe chamou um dos administradores duma das empresas envolvidas no projecto. Em meados de 2007 começa a perceber-se que o processo burocrático que rodeava a central caminhava a um ritmo muito menor que as obras que entretanto estão a ser feitas nos molhes do Douro.Na Assembleia da República, o grupo parlamentar do PCP apresentou um requerimento aos ministérios das Obras Públicas e Economia sobre a central das ondas do Douro. Apesar de tudo talvez ainda houvesse futuro para a dita central: em Junho de 2007 ficámos a saber que técnicos chilenos se tinham deslocado a Portugal para “recolher informações sobre o projecto e a construção da central da foz do Douro”. Optimista, o Diário Económico reproduzia declarações de responsáveis portugueses que concluíam que estávamos perante “uma oportunidade para as empresas envolvidas na central da foz do Douro estabelecerem uma parceria para o desenvolvimento de um protótipo conjunto” com os chilenos.Em Outubro a central virtual deixou de existir. Porquê? Simplesmente porque a burocracia não deixou. Segundo declarou o Instituto Portuário e Marítimo (IPM) ao jornal O Primeiro de Janeiro: “Trata-se de um projecto muito específico e complexo (…) que exigiria uma articulação muito rigorosa entre as duas obras, implicando uma definição atempada das suas interacções mútuas, para que não se verificassem atrasos e sobrecustos.”Por outras palavras, as dezenas de técnicos, directores-gerais e presidentes de vários institutos e ministérios não conseguiram articular entre si as obras dos molhes do Douro e da central das ondas. E o que é espantoso é que o IPM confessa que se desistiu porque não conseguiram fazer uma articulação “muito rigorosa entre as duas obras”. Ou seja, o rigor é aos olhos destes senhores algo de excepcional e inatingível.
Helena Matos
*PÚBLICO, NOVEMBRO 2007
Conferência sobre Regionalização
Depois do sucesso alcançado em Junho e Julho, onde foram discutidos os aspectos económico e financeiro da regionalização, este debate continua agora sob novas ópticas.
Nesse sentido, tenho o gosto de convidar V. Ex.ª a participar no próximo debate, no dia 25 de Setembro, pelas 21h15, que terá lugar no Auditório da Biblioteca Almeida Garrett.
Atribuições e competências
João Cravinho / Vital Moreira
Rui Rio Presidente da Câmara Municipal do Porto
Veja aqui o programa completo.
A entrada é livre.
P.S. - isto vale o que vale mas eu vou assistir. Mais alguém vai?
20080923
Matrix (1999)
BP e CEPSA baixam preço da gasolina em 8 cêntimos uma semana depois do Ministro da Economia pedir para as petrolíferas baixarem os preços."Oracle: I'd ask you to sit down, but, you're not going to anyway. And don't worry about the vase.
Neo: What vase? [Neo turns to look for a vase, and as he does, he knocks over a vase of flowers, which shatters on the floor]
Oracle: That vase.
Neo: I'm sorry...
Oracle: I said don't worry about it. I'll get one of my kids to fix it.
Neo: How did you know?
Oracle: Ohh, what's really going to bake your noodle later on is, would you still have broken it if I hadn't said anything?"
Suleamos
Nortear consiste em defender o desenvolvimento do Norte de Portugal em várias vertentes, sobretudo contra a estratégia Drenadora e Colonizadora de Lisboa. Pelos vistos precisamos também de considerar o termo «Sulear». Defender os interesses económicos de profisionais e empresas do Norte de Portugal junto dos vizinhos Galegos:
- Sindicatos da Galiza acusam portugueses de dumping salarial;
- Vinte e cinco mil litros de leite português (de uma empresa de Barcelos) derramados por agricultores galegos;



