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20110409

Breve e casual comentário

Caros Bartolomeu, Douro, Ventanias.

Obviamente que abandonar o euro é um disparate para o Norte de Portugal e uma grande tentação para Lisboa.

Como referi em 2008 (O FMI "já cá está". O Norte salvou-se. http://norteamos.blogspot.com/2008/11/o-fmi-j-c-est-o-norte-salvou-se.html) todos os últimos 2 anos e os próximos 10, foram/são inteiramente previsíveis. A economia dos bens e serviços não transaccionáveis concentrada em Lisboa, o crony capitalism (ver wikipedia) praticado pelo poder político de Lisboa e o artificial nível de vida que esta região beneficia, era e é insustentável e tinha/terá que acabar. E agora todos eles tem que sofrer as consequências do «modelo de negócio» que escolheram ao longo dos últimos 30 anos. Era o que faltava agora o resto de Portugal ir em salvação de Lisboa.

Por outro lado a economia dos bens e serviços transaccionáveis centrada a Norte e Centro que tem sido sugada pelo sector não transaccionável, como demonstrou Vitor Bento no seu livro «Nó cego» tem estado a recuperar, como eu previ em 2088, como o blogue do consultor Carlos P Cruz Balancedscorecard tem relatado e como se atesta com o recorde de exportações do porto de Leixões em Janeiro último.

Sair agora do euro é uma estratégia típica de Lisboa, milenarmente habituada a viver de esquemas. Se o Norte alinhar neste esquema é apenas revelador da nossa incapacidade de perceber as tendências e construir a nossa estratégia vencedora.

Até o Socrates já percebeu que agora o que está a dar são as exportações e as empresas do regime já se estão a adapatar. A Mota Engil já criou a ME Indústria e Inovação... Apenas as supostas elites do Norte é que ainda não perceberam... E andam as seitas infiltradas no partido do Norte a encaminhar os «patsies» para se criarem bancos... ah ah ah. Enfim, não vão lá...

Ignorem a nossa realidade e o que para nós é o melhor, alinhem com os comentadeiros e tudólogos de Lisboa, apoiem outra vez as suas decisões como o não à regionalização de 1998, e depois queixem-se.

20090924

A capital do «Crony Capitalism»

During the last 20 years, “Greenspan and Bernanke introduced crony capitalism to the West, which is leading to a lost decade(s),” Jim Rogers writes.

Wikipedia: Crony capitalism is a pejorative term describing an allegedly capitalist economy in which success in business depends on close relationships between businesspeople and government officials. It may be exhibited by favoritism in the distribution of legal permits, government grants, special tax breaks, and so forth.

O neo-liberalismo interesseiro transformou-se em «Crony Capitalism». A capital portuguesa do «Crony Capitalism» é Lisboa e o partido que mais o pratica é o PS, obviamente.

O Capitalismo tem que deixar de ser «Crony». Este deveria ser o cobjectivo de todos os partidos, incluindo o BE e PCP.

O Norte também o tem, embora de reduzida dimensão face a Lisboa: Mota-Engil, Soares da Costa, JP Sá Couto, etc.

20090820

Distinguir o trigo do milho evita raciocínios em «loop»

Jornal de Negócios Online - O Banco Carregosa (sede no Porto) vai abrir uma sucursal em Madrid até ao final deste ano, revelou ao Negócios Pedro Duarte, presidente executivo da instituição financeira.
JAFerraz afirmava, há dias, em entrevista à RTV, que havia poupança nos balcões bancários do interior Norte que não eram canalizados para projectos locais. Sugeria a criação de um Banco Regional. Ora, o que sacontece na realidade é que um banco de investimento sediado no Porto trata de abrir sucursal em Madrid e internacionalizar-se em vez de rumar ao interior Norte.
O mesmo dilema preocupava há dias, Rui Valente e Rui Farinas relativamente à Sonae. Provavelmente, Belmiro emprega mais lisboetas do que portuenses.
Porquê esta aparente contradição ?
O problema destes amigos bloggers é que não compreendem que a actividade económica pode ser dividida de várias formas e uma delas é a divisão considerando a origem territorial da procura. Nesta caso teriamos os sectores dependentes da procura Local/Regional e sectores dependentes da procura Nacional/Internacional, isto é, fora da região onde está situada a empresa/negócio/organismo. Exemplifiquemos.
Sector de procura Local/Regional:

  • Transportes, públicos e privados, de passageiros e mercadorias , com rede local/regional (taxistas, STCP, TUBraga, Internorte, Metro do Porto, Aeronorte, TransMaia, etc) ;
  • Hospitais clínicas, médicos e afins independentes, públicos ou privados (ex.: Hospital da Trofa);
  • Portos e aeroportos individuais;
  • Comércio local, restauração, farmaceuticos individuais;
  • Ensino (Infantários, Escolas, Universidades, públicos ou privados;
  • Pequenos promotores imobiliários, empresas CCOP, e gabinetes arquitectura/engenharia (grande parte dos leitores da Baixa do Porto);
  • Clubes desportivos locais;
  • RTV, PortoCanal, BragaTV, DouroTV, radios locais, semanário Grande Porto, Diário do minho, impressa local, etc;
  • Proprietários de imóveis (via valorização da propiedade e possibilidade de arrendamento) e empresas gestoras de condomínios;
  • Delegações locais dos fornecedores Bens e Serviços não Transaccionáveis (sucursais de bancos, seguros, energia, telecomunicações, correios, repartições de finanças, e da segurança social, lojas, super e hipermercados individuais, etc);
  • Independentes ou pequenos contabilistas, advogados, auditores;
Sector de procura Nacional/Internacional:
  • Grandes promotores imobiliários e lobby betão (Soares da Costa, Mota Engil);
  • Grandes cadeias de distribuição (Sonae);
  • Hotelaria;
  • Exportadores;
  • Sede dos fornecedores de Bens e Serviços Não Transaccionáveis (Bancos, GALP, EDP, PT, ZON, CTT, BRISA, Administração Central, etc)
  • Grandes contabilistas, advogados, auditores, consultores (PWC, Accenture, A Vieira de Almeida, etc)
  • Sede dos grupos de saùde e administraçâo central da saùde;
  • FCPorto, Sporting, Benfica;
  • TVI, SIC, RTP, Antena 1, Publico, JN, DN, etc
  • Transportes de passageiros públicos e privados, passageiros e mercadorias de ambito nacional (Luis Simões, TAP, CP, etc)
A Blogosfera Regionalista, a Rede Norte, os cidadãos legitimamente interessados e preocupados com o seu futuro no território onde actualmente vivem, tem que perceber de uma vez por todas, que é impossível esperar dos agentes económicos cujo mercado é Nacional/Internacional qualquer sensibilidade para a equidade no desenvolvimento territorial. Para eles, naturalmente, não interessa onde está situada a procura ou a riqueza.
Se querem solidariedade, se querem convencer alguém, se querem apoio, tem que se orientar para todos aqueles que estão no primeiro sector. É este o nosso mercado.
É importante distinguir o trigo do milho para evitar raciocínios em «loop».



20090724

A empresa citada é uma vergonha para a cidade do Porto e para Portuenses com P maiúsculo

Jornal de Negócios Online
Se ainda houvesse dúvidas, o relatório do Tribunal de Contas sobre o prolongamento da concessão do Terminal de Alcântara, em Lisboa, dissipa-as. Celebrado sem concurso público, com pressupostos optimistas quanto ao crescimento do tráfego, rendibilidades elevadas para o operador privado que caberá ao Estado assegurar, o acordo é exemplar. Não porque deva ser seguido e repetido. Mas porque se trata de um paradigma do género de negócios que proliferam no país e que minam a confiança na diligência dos decisores políticos e lavram o terreno onde cresce a suspeita sobre ligações perigosas e pouco recomendáveis.

Entre as conclusões a que chegou o orgão de fiscalização financeira do sector público, figura a história do costume. Os apreciáveis lucros privados serão obtidos à custa de prejuízos públicos que, mais tarde ou mais cedo, terão que ser financiados pelos contribuintes. E se isto já é suficientemente estranho e duvidoso, porque se sabe que a não verificação das previsões de crescimento do movimento no Terminal terão que ser compensadas pelos cofres públicos, o pecado mortal do contrato ainda surge antes disto.

Não há argumentos que possam ser suficientemente convincentes para justificar a circunstância de não ter sido dada a oportunidade a outros operadores de apresentarem propostas concorrentes e de darem ao Estado a possibilidade de as analisar e de decidir qual a que melhor se adequaria aos interesses dos contribuintes. A gestão de todo o processo foi feita à moda russa, país onde estas saladas são motivo para investidores respeitáveis não quererem colocar lá os pés e muito menos o seu dinheiro.

Na prorrogação do prazo de concessão do Terminal de Alcântara não houve transparência, mas não faltou a pressa para fechar contrato e passar as incertezas a factos consumados. Também não houve concorrentes, mas já havia uma solução na cartola. E é aqui que se chega ao aspecto que revela ter todo o processo sido tratado sem cuidado, sensibilidade ou o mais elementar sentido de Estado.

Não se sabe se será uma tremenda injustiça para o gestor em causa. Mas o facto é que ninguém de bom senso poderia ignorar que, num negócio em que se levantam dúvidas suficientes para o Tribunal de Contas não hesitar em retratá-lo como ruinoso para o dinheiro dos contribuintes, a empresa beneficiária é gerida por Jorge Coelho, ex-ministro socialista, ex-homem-forte do aparelho e do financiamento do PS. Só este "detalhe" teria sido suficiente para o Governo arrepiar caminho e explicar aos parceiros da Mota-Engil que as mãos tinham de permanecer limpas do início ao fim das negociações para a nova adjudicação.

Nada disto foi assegurado. E é uma pena. Para os contribuintes, mas também para a imagem já degradada que embrulha as relações entre grandes empresas e Governo, motivo para o crescente descrédito no regime. Neste jogo, só ganham os accionistas da Mota-Engil. Lá saberiam o que estavam a fazer quando, poucos dias depois de se saber que Jorge Coelho iria ser o novo administrador-executivo, se precipitaram sobre as respectivas acções e acrescentaram 14 milhões de euros ao valor de mercado da empresa.


20090717

Só falta acabar com esta megalomania de Lisboa: Contrato para o terminal de contentores de Alcântara é ruinoso para o Estado

Jornal de Negócios Online
O Tribunal de Contas (TC) conclui que o contrato de exploração do terminal de contentores de Alcântara realizado com a Liscont é ruinoso para o Estado e não defende o interesse público.

Estas conclusões saíram do relatório final da auditoria do TC ao contrato feito entre o Governo, a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a empresa Liscont, do grupo Mota-Engil, de acordo com a edição de hoje do “Sol”.


20090716

Uma conspiração para beneficiar Lisboa e prejudicar Portugal que felizmente falhou.

Como se depreende das explicações de Rui Rodrigues quanto ao que a RAVE tinha projectado para a Alta Velocidade e tráfego de mercadorias e do comentário de António Maria abaixo publicado, O objectivo das «máfias» que dominam o desenvolvimento territorial de Portugal, era centralizar no porto de Lisboa o trafego de mercadorias com ligaçao à Europa e baixos custos de operação. O resto de Portugal deve agradecer à Blogosfera e à crise económica, o fim deste tipo de drenagem de riqueza.

Terminal da Alcântara ao fundo
MP prepara investigação ao contrato de exploração do Terminal de Alcântara
Público -12.07.2009 - 09h13

O Ministério Público deverá lançar uma investigação à extensão do contrato de exploração do Terminal de Contentores de Alcântara, concedida à Liscont pelo Ministério das Obras Públicas de Mário Lino, por haver suspeitas de que o interesse do Estado tenha sido prejudicado, noticia hoje o “Correio da Manhã”.

Em causa está o Memorando de Entendimento que Mário Lino assinou a 28 de Abril de 2008, concedendo a extensão do contrato de exploração à Liscont por mais 27 anos. O negócio da Administração do Porto de Lisboa (APL) com a Liscont, firma do Grupo Mota-Engil – dirigida pelo socialista Jorge Coelho desde Maio de 2008 - terá sido feito sem concurso público e com base em projecções económicas duvidosas.

O relatório preliminar de uma auditoria do Tribunal de Contas, que deverá ser enviada para o Ministério Público, constata que o interesse do Estado não foi salvaguardado.

“É inadmissível que a APL, com a orientação do Governo, tenha feito este negócio sem concurso público”, comentou o deputado social-democrata Luís Rodrigues, ao “Correio da Manhã”. O deputado acredita que o contrato “é completamente ilegal”.

Mário Lino não comenta a investigação e Jorge Coelho remete para a Liscont. Esta assegura que o processo foi transparente.

Comentário de António Maria :

A TSF diz que o negócio está sob suspeita...

Sob suspeita?! Mas não é evidente desde o princípio?
Claro que empresas como a Mota-Engil, Teixeira Duarte, e outras da mesma laia, estão aflitas. Sem encomendas de Estado irão rapidamente ao fundo. Nunca aprenderam a nadar nos mares da concorrência (cujas virtudes tanto exaltam, quando lhes convém), e agora chapéu. Estão à deriva, como náufragos sem barcaça salva-vidas. As que o barco OE dispunha têm furos irreparáveis e começaram a meter água antes mesmo do naufrágio!

Resumindo, a Mota-Engil já sabe que o pilim cor-de-rosa acabou e que o cor-de-laranja será demasiado incerto para arriscar. Ou seja, o negócio não tem pernas do OE para andar, e da Mota-Engil, muito menos!

Nada melhor do que a ameaça dum inquérito para abortar o negócio, salvando a face de todos os malandros envolvidos!


20090406

Aleluia: 3 coincidências anunciam a «chegada do FMI» e fim do NAL, TGV Lisboa-Madrid e TTT




20090314

Economia do Norte a lisboatizar-se 1

Jornal de Negócios Online
O mercado organizado de resíduos (MOR) poderá estar operacional ainda este ano. Sete consórcios demonstraram interesse na gestão da futura bolsa de resíduos, na sequência do apelo do Ministério do Ambiente, tendo a proposta do consórcio constituído pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), Efacec, Vortal e Suma (do grupo Mota-Engil) sido classificada como a mais vantajosa.


20090312

PSD a caminho do Regionalismo ? Se sim, óptimo !

O António Maria: Portugal 91
A hipótese de Manuel Alegre hibernar até que passe o ciclo eleitoral, com a eventual ilusão de poder então capitalizar os descontentes no interior do partido, e eleger um sucessor de Sócrates que ponha em causa a tríade Macau, é um passo muito arriscado. A verdade é que este PS se transformou num partido do BES, do BCP e da Mota-Engil, e nada fará mudar a sua nova natureza tão cedo. O PSD, por sua vez, está a redefinir-se como um partido das PMEs e das autarquias — caminho muito rentável, política e eleitoralmente, se o souber fazer com audácia e muita criatividade. A esquerda actual, no contexto da gravíssima crise em curso, não tem soluções.

O PCP não passa dum cadáver estalinista adiado, sem qualquer possibilidade de imaginar o futuro. Estão agarrados à burocracia que controlam, dependem do voto senil, e daí não saem.

O Bloco de Esquerda, depois das posições assumidas recentemente sobre a NATO e sobre Angola, confirma à saciedade a sua incorrigível imaturidade política e radicalismo saloio. Nada farão para além de se digladiarem por lugares e correr atrás do tumulto.


20090307

«Máfias» verdes

Mais um episódio de mistura entre negócios privados e agentes políticos localizados em Lisboa.

O António Maria: Portugal 89
(...)Enfim, chega desta prosa bocageana que, no caso em apreço, é muito mais do que um incidente linguístico ordinário. Na verdade, o que este incidente mostra é o estado de nervosismo crescente e o descontrolo iminente das elites corrompidas do Bloco Central. O modelo neoliberal que o PS, PSD e CDS comungaram em alegre promiscuidade ao longo dos últimos vinte anos entrou em colapso. A dimensão do mesmo, e sobretudo as consequências, são ainda imprevisíveis. Mas que os cacos começaram a cair, disso não há a menor dúvida.

O incidente foi rapidamente abafado pela turma de zombies que decora o nosso parlamento —quando seria de esperar que fosse imediatamente remetido para uma comissão de disciplina interna da Assembleia da República (ignoro se existe ou não), e o deputado insultante fortemente penalizado. Assim, como os colegas deputados vão certamente assobiar para o ar, eu faço a pergunta:

* senhor deputado José Eduardo Martins, porque se irritou tanto com a insinuação do seu adversário político Afonso Candal?
* Tem ou não interesses profissionais e/ou económicos no sector económico do ambiente?
* Está ou não ligado a empresa desta área?
* Aufere ou não vencimentos, comissões ou vantagens patrimonias ou de qulquer outro tipo de empresas ou fundações vinculadas explícita ou genericamente aos negócios do ambiente?

Eu ignoro o que se passa com o deputado laranja neste particular, como aliás desconheço completamente a história da sua vida pessoal, profissional e mesmo política. Tenho escutado as suas prestações no "Frente-a-Frente" que o Mário Crespo promove diariamente no Jornal das Nove, entre protagonistas da nomenclatura político-partidária que temos, e a impressão até era boa! Vivo, rápido nas respostas, embora invariavelmente elíptico como é a esmagadora maioria dos nossos políticos. Não estava, apesar de tudo, mal. Mas agora, depois deste incidente, a sua credibilidade caíu por terra. Ou esclarece rapidamente as dúvidas que pairam no ar sobre a sua independência política, ou vai para o rol dos socratintas sem apelo nem agravo.

O negócio do ambiente é provavelmente o mais escandaloso dossier da nossa democracia recente. Os casos da EDP, que tem um plano secreto para se apropriar do direito público da água —para isso servem as onze barragens que quer construir (1); da Mota-Engil/Martifer/Suma, que quer tudo, da construção de barragens, às auto-estradas, portos e aeroportos, do duopólio da microgeração solar ao biodiesel, da limpeza urbana ao tratamento de lixos e reciclagem; ou ainda das misteriosas fundações e empresas de consultoria onde os cozinhados do Bloco Central têm lugar —Fundação Ilídio Pinho/Fomentinvest, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Fundação Mário Soares, Banif - Banco de Investimento/Fundação Horácio Roque, Caixa Geral de Depósitos (2), são de pôr os cabelos em pé! Não há mesmo outra explicação para o arrastamento inconclusivo do escândalo de corrupção Freeport, e para o silêncio aterrador do Presidente da República. A economia neoliberal dos parvenues lusitanos do Bloco Central faliu, mas tirar as mãos da massa e desnovelar todo este antro de desperdício, mentira e negócios muito mal explicados, quando não ilegítimos e corruptos, vai ser uma dor de cabeça para a actual nomenclatura democrática, sem excepção.


20090226

Finórios portuenses

Muito se tem escrito e discutido sobre a renegociação da dívida de Manuel Fino (accionista maioritário da portuense Soares da Costa, representante das FIRE-Finance, Insurance, Real-State, nacionais, caídas em desgraça desde 2007) à CGD. Facilidades inaceitáveis e e de caracter «mafioso».
O leitor mais atento exclamará: Afinal não é só Lisboa !!!
A minha tese é que os fornecedores de bens e serviços não transaccionáveis circulam o Terreiro do Paço para venderem por valores inflaccionados e assim aumentarem a sua carteira de negócios. Estas empresas são maioritariamente de Lisboa (sede, gestão, accionistas) com alguns acréscimos, nomeadamente Soares da Costa e Mota-Engil.

PS: O comentador «Suevo» informa que Manual Fino é natural de Portalegre. Não altera a tese. A Soares da Costa está sediada no Porto, assim como a sua administração. Para todos os efeitos o modelo de negócio desta empresa, da Mota-Engil e do imenso sector dos bens e serviços não transaccionáveis de Lisboa é o mesmo. Traficar influências junto da administração central e empresas públicas para potenciar as próprias carteiras de encomendas, à custa dos contribuintes.

20090116

Máfias instaladas em Lisboa

Depois de ler este artigo:

«— a tríade de Macau (Coelho, Vitorino, Canas, Nabo, Santos Ferreira, Vara, Manuel Frasquilho, etc.) tomou de assalto o Partido Socialista, rasgou a sua cartilha social-democrata em nome de todos os panfletos sobre globalização e enriquecimento rápido que conseguiu tragar, montou uma rede de cumplicidades entre todos os sectores pesados da economia e da finança portuguesa: empresas públicas, empresas privadas de obras públicas, transportes e comunicações, e energia, e finalmente... bancos!
Se montarmos o organigrama de toda esta teia de ligações fortes entre o poder político democrático (protagonizado aqui por uma força partidária aparentemente consolidada) e a burguesia burocrática, unindo cumplicidades a deveres, deveres a patrocínios, patrocínios a cartelização, cartelização a manipulação das super-estruturas do Estado, manipulação a corrupção do regime em múltiplas e decisivas instâncias, teremos imediatamente o retrato de uma subversão em larga escala do actual regime constitucional.
A tríade de Macau não só meteu o PS no bolso —rindo-se como Judas Santos Silva se ri das suas velhas convicções de esquerda—, como ameaça neste preciso momento, e no decorrer de toda a presente crise, meter o regime político português no bolso.
A gula macaísta é tanta, e a nossa distracção tão lamentável, que ninguém reparou ainda até que ponto a Mota-Engil e a Brisa (para não falar de ANA, da Refer, da REN, na EDP, RTP, PT, etc.) ameaçam tornar-se, com bons argumentos, num Estado dentro do Estado. A primeira tomou conta da Lusoponte com dinheiro emprestado pelo semi-falido BCP (salvo com dinheiro público da Caixa Geral de Depósitos), que entretanto voltou a endividar-se, correndo os riscos por conta do contribuinte, sob a benção ignara do papagaio Sócrates. O lavar de roupa suja em volta do actual presidente da Lusoponte, Ferreira do Amaral (descendente da velha burguesia burocrática que serviu Salazar e Caetano), não poderia aliás ser mais oportuna do ponto de vista dos interesses da Mota-Engil. O objectivo da Mota-Engil parece-me claro:
  • controlo das futuras três travessias do estuário do Tejo;
  • construção-exploração do aeroporto de Alcochete;
  • gestão dos principais aeroportos nacionais;
  • construção da Terceira Travessia do estuário do Tejo;
  • controlo dos principais portos do país, começando pelo ampliado terminal de contentores de Lisboa;
  • exploração comercial dos combóios de Alta Velocidade.
Se verificarmos em que consórcios a Mota-Engil e Brisa se associam, ficaremos com o mapa completo da grande ofensiva da tríade Macau e das suas reais intenções.
Aquilo que Salazar precisou de fazer em ditadura —i.e. dar uma certa protecção às forças fáticas do regime, mantendo a independência nacional em banho-maria— talvez seja possível em democracia... desde que a democracia engula, claro está, esta transfiguração do Partido Socialista. Se o PPD-PSD continuar como está, é isto que irá suceder. Hesitar na criação dum novo partido de esquerda, conhecidos que são os dados do problema, parece-me um erro, que não irá impedir soluções mais drásticas no futuro.»

Comentei junto do respectivo autor, António Maria: António, Não percebo porque fica agastado quando uso a expressão «máfias de Lisboa».

A resposta foi: «A expressão correcta seria. "Máfias instaladas em Lisboa" Se não, vejamos o caso da tríade de Macau:
  • Jorge Coelho (Viseu)
  • José Sócrates (Vilar de Maçada, Alijó)
  • Carlos Santos Ferreira (Lisboa)
  • Armando Vara (Lagarelhos, Vilar de Ossos, Vinhais)
  • António Vitorino (Lisboa)
  • Francisco Murteira Nabo (Évora)
  • Vitalino Canas (Caldas da Rainha)
  • Manuel Frasquilho (?)
Vou tentar não me esquecer !

20080911

Mensagem à Associação de Cidadãos do Porto

Os tempos que correm são bastante agitados e surpreendentes. Breve diagnóstico:

  • Peak Oil. Estamos numa transição para energias mais caras e poluentes. As implicações são imediatas, desde a redução da actividade turística, do trafego aéreo e respectiva necessidade mega-aeroportos, até ao retrocesso na sub-urbanização ou o retrocesso na deslocalização da actividade industrial para a China, que será favorável ao Norte ainda industrial.
  • Recessão. Estamos numa recessão no mundo ocidental, incidindo sobretudo nos sectores FIRE (Financials, Insurance, Real-Estate). No fim de semana passado o governo dos EUA nacionalizou bancos pré-falidos. Por estes dias o 4º maior banco de investimento americano, o Lehman Brothers, está também a falir... O presidente do banco central do Reino Unido diz que este país pode ter a pior recessão dos últimos 60 anos. Soros afirma que o sistema financeiro mundial está "à beira da ruptura"... Rogers dize que “tivemos a pior bolha no crédito da história mundial”, que não se consegue resolver “num, dois ou três anos”.
  • Separatismos. Reaparecimento de separatismos e independências unilaterais, para além do Kosovo e Ossétia do Sul: O Daily Mail do fim de semana dizia que a Belgica enfrenta uma histórica divisão e questiona se o Reino Unido se seguirá com as sondagens a mostrar uma maioria de escoceses a votarem pela independência. Já referi a nossa Macaronésia e há muitos outros casos listados no wikipedia, genuínos ou meros instrumentos das grandes potências. Nem mesmo os EUA escapam, como prova esta reportagem do Pravda sobre os independentistas do ex-russo Alaska.
  • Guerra Fria e EUA. Estamos numa nova Guerra Fria: Sistema anti-míssil na Polónia e república Checa, navios da Nato no mar Negro e navios russos na Venezuela e brevemente em Cuba, Síria e Irão. É inevital a redução de influência dos EUA nos assuntos mundiais e respectiva ascendência de outras potencias como seja o Brasil, Rússia, India e China (BRIC): US waves goodbye to prosperity and democracy. Emmanuel Todd já o tinha escrito, e também tinha antecipado nos anos 70 a implosão da União Soviética.
  • Bloco Central(ista). Em Portugal temos um Bloco ideologicamente Central e territorialmente Centralista em constituição, como já tinha antecipado. É dominado por Cavaco, Sócrates e MFLeite de forma a que os interesses de sempre subsistam. A economia dos Bens e Serviços Não Transaccionáveis sediada em Lisboa e protegida pelo Estado Central prepara-se para continuar o «business as usual» por mais 4 anos. Isto é, a impor as suas margens monopolistas e elevadas sobre as PMEs e famílias do resto do território nacional.
  • Drenagem. A última sabotagem na linha do Tua premite conhecer melhor o que são a maioria dos transmontanos e antecipar o futuro. A probabilidade da barragem não avançar só é sentida em TMAD. Em Lisboa, na sede do MOPTC, da EDP ou do consórcio financiador, o movimento de defesa da linha do Tua não faz estragos nem ameaça. Efectivamente a sabotagem verificada foi executada por quem sente ameaçado os seus interesses nas indemenizações devidas pela construção da barragem. Foram certos transmontanos que sabotaram a linha no último acidente. Esta traição não é nada de novo. Aliás, infelizmente a maioria dos transmontanos emigram ou votam a favor de Lisboa, como se viu no referendo da Regionalização. Como recompensa, os transmontanos podem contar com uma central nuclear no Douro dentro de alguns anos, como afirma o oligarca Patrick Monteiro de Barros. TMAD dá uma antevisão em cerca de 50 anos da Drenagem que acontecerá ao Norte litoral.
  • Desnorte. O Norte estrategicamente à deriva gerou e continua a gerar imbróglios como o do ASC: Há 10 anos a Soares da Costa precisava de facturar. As elites portuenses cúmplices com o Centralismo lá conseguiram sacar do Orçamento de Estado uma modernização megalomana do aeroporto. Agora a gestão da gare não é economicamente viável. A Ryanair já não vem para cá com a sua base. Rui Moreira, Belmiro de Azevedo, Luis Filipe (porque não te calas) Menezes ou Rui Rio bem podem celebrar em Novembro próximo os 10 anos do não à Regionalização.
  • Emigração. No meu círculo de contactos (familiares, colegas, ex-colegas, inclinos), no último ano, 5 pessoas emigraram. Nem todos se dão bem. O portuense «Fomos» começa a detectar problemas no seu trabalho qualificado na Irlanda. Curiosamente em 2008 a Irlanda termina um ciclo de crescimento elevado que se tinha iniciados há mais de 20 anos... A Emigração não é panaceia para o desenvolivmento a Norte. O mundo ocidental, onde estão a maior partes dos nossos emigrantes está em recessão e as remessas já estão a cair.
  • Regionalização. Alguem acredita que em 2009, com a crise actual e protagonistas actuais, a Regionalização entre na agenda eleitoral ? Com muita sorte o PS lançará em 2010 a Regionalização piloto apenas no Algarve, a região mais rica de Portugal a seguir a Lisboa. O Norte pode esperar até 2013 ... Entretanto planos equivalentes à OTA para as regiões adjacentes de Lisboa vão aparecendo... A dupla ética habitual...

Neste contexto foi com agrado que tomei conhecimento da iniciativa de Alexandre Ferreira/Associação de Cidadãos do Porto em organizar um evento, que em princípio participarei. Eis a minha opinião sobre o que pode ou deve fazer este movimento/associação:

  • Participar em eleições. Há vários caminhos:

· Apoiar candidaturas independentes às autarquias;

· Criar um novo partido político cuja ideologia/prática/programa se adeque as preocupação dos associados/simpatizantes, por exemplo, o Partido da Emigração e Regiões;

· Aderir massivamente a um dos pequenos partidos (de formação recente ou não) e enxertar neles as nossas preocupações/soluções. Entre estes saliento o Movimento Esperança Portugal, o Movimento Mérito e Sociedade ou Partido Democrático do Atlantico (saliento a candidatura em 2005 de um cidadão do Vila Real nas listas dete partido, para defender os interesses da sua região). Estes (proto-) partidos tem ainda uma dimensão reduzida e uma infusão significativa de militantes seria suficiente para influenciar decisivamente oo seus programas.

· Ficar apenas pelo «lobby» informal, mas com capacidade de influenciar significativamente a comunicação social e demais partidos existentes e respectivos programas eleitorais;

A «infiltração» nos partidos tradicionais de poder (PS ou PSD) como tenta e defende TAF, não resulta, na minha opinião. Serão sempre nacionais e não regionais. Os políticos de fora de Lisboa que chegam ao poder serão sempre condicionados a terem uma política de defesa da capital e nunca do restante território. Serão quase sempre comedores de migalhas e trocarão a defesa dos seus eleitores pelo seu próprio bem estar. Por exemplo o PSD Porto não apoiou o regionalista PSLoles e preferiu PPCoelho (que renegou posteriormente esse mesmo apoio), por causa de uma questão de lugares de deputado.

  • Adoptar uma ideologia apropriada aos valores a Norte. Este assunto é complexo e demorado. Porém, proponho simplesmente que adopte a nossa cultura individualista que coexiste com a solidariedade social, nomeadamente das IPSS e acção social da Igreja. Portanto um Liberalismo Clássico com Social Democracia apenas para os 10% ou 20% verdadeiramente pobres.
  • Moralizar a vida pública. Não pode haver social democracia para as carteiras de encomendas do sector das obras públicas/project finance/gestão de PPP, para a SoaresdaCosta, Mota-engil, parceiros do Rio ou do Mesquita Machado nas várias PPP que vão criando, ou para os fornecedores privados que querem captar clientes com a actual e conspirativa destabilização da Saude e Educação pública. Há uns meses um representante de negócios português num pais do norte de África, dizia-me que neste momento a corrupção em Portugal é maior do que a que existe nesse continente. É preciso acabar com a lógica da privatização dos lucros e socialização dos riscos ou prejuizos.
  • Focalização nas questão materiais. Concentração nas questões económicas e não nas identitárias, sem as descurar, no entanto. Abandonar as preocupações com o FCP e com o futebol em geral.
  • Não apelar a separatismo ou afins. Oponho-me a uma estratégia de independência do Norte. O sentimento é de facto nascente, mas é utópico. Só serve para auto-iludir os seus defensores. Perante situações difícies ou «ambição de subir na vida» o povo a Norte emigra, vende-se a Lisboa ou aliena-se com FCP, compras em shoppings, idas à praia ou romarias. A execepção são os que me lêem, uma imensa minoria. Acreditar no Pai Natal ou na adesão massiva a um hipotéctico separatismo é o mesmo. É muito mais realista e adulto apostar em evitar mais oportunidades perdidas como a derrota de FNogueira em 1995, o não à Regionalização em 1998, erros na concepção da rede do Metro do Porto ou dimensão das obras no ASC a partir de 2000, a vitoria de Sócrates em 2005, vitória de MFLeite em Maio de 2008, etc.
  • Defender projectos viáveis. Apostar em ideias/projectos públicos exequíveis e que respeitam o contribuinte:

· Simultaneamente implementar a fusão de autarquias e Regionalização, adoptando integralmente o modelo dinamarques (para os mais atentos, informo que alterei leigeiramente a minha opinião sobre o assunto). Pragmaticamente, usar os recursos libertados pelas autarquias fundidas (verbas do OGE, funcionários, pessoal político, instalações) para implementar a Regionalização, calando assim os que a acusam de despesista.

· Repensar o urbanismo e a mobilidade atendento ao fim do transporte barato:

o Antecipar metros no Vouga e Braga;

o Expansão «lowcost» do metro do Porto;

o Recuperação turística/mercadorias da linha do Douro;

o Ligação do CVE Porto-Minho-Vigo aos ASC;

o Criação/recuperação de uma linha de comboio entre Viana-Barcelos-Braga-Guimarães-Felgueiras-Amarante-Marco de Canavezes, aproveitando a linha do Minho e o ramal de Amarante;

o Manter a linha do Tua;

o Avançar com maior empenho na criação de uma rede de ciclovias na AMPorto;

o Antecipar as plataformas logísticas.

· Desconcentrar a administração pública, reivindicando de Lisboa sedes/departamentos de organismos públicos como em tempos foi a API, o INE e o Centro Português de Fotografia ou como ainda subsistem no Porto as Direcções de Recursos Humanos do Exercito Português.

· Aproveitar as oportunidades para retomar o «lobby» contra as obras megalomanas de Lisboa e arredores.

o O maior grupo nacional especializado em PPP/SCUTS, a Brisa, «Crise obriga a cortar investimentos»;

o A portuense mas com modelo de negócio à Lisboeta «Mota-Engil, regista queda de 82,5% nos lucros do primeiro semestre»; A Teixiera Durate está pior;

o Madrid trava TGV: O Governo português não consegue obter resposta definitiva de Madrid para o avanço da rede ferroviária que inclui a ligação Madrid-Badajóz

Todas estes projectos estão a sofrer com a recessão actual que é essencialmente o rebentar de uma bolha de crédito barato. O patrocínio estatal e este tipo de negócios está a falhar em todo mundo. Já o tinha referido aqui. Literalmente os «FIRE on fire» dificilmente conseguirão candidatar-se a estes projectos porque provavelmente irão falir... É a oportunidade para o Norte desferir ataques finais em Alcochetes, novas auto-estradas, TTT, TGV, Expo2 (recuperação da frente ribeirinha do tejo), Plano Oeste, etc;

  • Atenção às infiltrações, escutas e oportunismos. Qualquer associação/lobby/partido de natureza política sofrerá de escutas do CIS, oportunismos e infiltrações
  • Aproveitar a Internet. A Internet veio revolucionar a forma de fazer política. Sugiro que os organizadores do evento façam a transmissão em directo audio e video via Operator11 ou Mogulus. Disponibilizo desde já o Norteamos para o «paste» do sinal video. Provavelmente o Tiago também disponibilizará a Baixa do Porto.

Apelos finais:

  • Caros leitores do Norteamos e Baixa do Porto: Aderir a estas causas, ser simpatizante, divulgar estas preocupações, não tem custos e tem vantagens próprias para o futuro económico que se avizinha;
  • Caros Rui Moreira e Pedro Baptista: Equacionem abandonar os vossos partidos e juntarem-se a esta nova associação/partido/lobby;
  • Caro Manuel Carrelo, considere esta reflexão;
  • Caros responsáveis dos partidos MEP, MMS: Alarguem a vossa base eleitural subscrevendo as preocupações que citei;
  • Caro Manuel Monteiro e a direita em reorganização: Considerem os interesses do Norte;
  • Caro Alexandre Ferreira, considere este contributo para o evento que organiza.
PS: 20080912 10:23: À frente dos acontecimentos: Concorrentes às novas estradas pedem adiamentos - A Mota-Engil, Soares da Costa e Somague pediram à Estradas de Portugal para adiar o prazo final das negociações da Auto-estrada Transmontana e Douro Interior. As empresas invocam dificuldade de financiamento e pedem que o Estado facilite a relação com os bancos. Estes estão a rever em baixa as previsões de tráfego.

20080725

Análise ao PSI-20 (Localização da Sede Social)

Porto (7)

  1. Altri
  2. Sonae Indústria
  3. Banco BPI
  4. BCP
  5. Mota-Engil
  6. Sonae SGPS
  7. Sonaecom

Lisboa (12)

  1. BES
  2. Jerónimo Martins
  3. Teixeira Duarte
  4. Brisa
  5. Cimpor
  6. EDP
  7. EDP Renováveis
  8. Galp Energia
  9. Portugal Telecom
  10. REN
  11. Semapa
  12. Zon Multimedia

Setúbal (1)

  1. Portucel

Nota: Para comparar com as análises anteriores. Deixo os comentários para os leitores.

20080724

Análise ao PSI-20 (Empresas "Privadas" vs. "Ex-Públicas")

"Privadas" (10 - 50%)

  • Altri
  • Banco BPI
  • BCP
  • BES
  • Jerónimo Martins
  • Mota-Engil
  • Sonae Indústria
  • Sonae SGPS
  • Sonaecom
  • Teixeira Duarte

"Ex-Públicas" (10 - 50%)

  • Brisa
  • Cimpor
  • EDP
  • EDP Renováveis
  • Galp Energia
  • Portucel
  • Portugal Telecom
  • REN
  • Semapa
  • Zon Multimedia

20080723

Análise ao PSI-20 (Sector Transaccionável vs. Não Transaccionável)

Sector Transaccionável (3 - 15%)

  • Altri
  • Sonae Indústria
  • Portucel

Sector Não Transaccionável (17 - 85%)

  • Banco BPI
  • BCP
  • BES
  • Brisa
  • Cimpor
  • EDP
  • EDP Renováveis
  • Galp Energia
  • Jerónimo Martins
  • Mota-Engil
  • Portugal Telecom
  • REN
  • Semapa
  • Sonae SGPS
  • Sonaecom
  • Teixeira Duarte
  • Zon Multimedia

20080613

Gestão privada no ASC?

A Sonae e a Soares da Costa ultimam uma proposta sobre a gestão do Aeroporto de Sá Carneiro, na Maia


Se fosse com a Mota-Engil, tinha mais fé...

"Se o Executivo socialista mantiver a abertura, já expressa pelo primeiro-ministro José Sócrates, para uma concessão da liderança, então as firmas poderão aprofundar a proposta para apresentar num futuro concurso público. Antes porém, deverão chegar as posições da Junta Metropolitana ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino."

Como sabemos, o ministro "super" Mário, tem dado largas provas de ser perito em infra-estruturas aeroportuárias. Por esta altura, não deve haver ministro na Europa mais versado nestas questões que o sr. eng. Mário Lino. Não sei como é que a S&SC vão convencer o ministro que o que é possivél existir quem deseje visitar o Porto e o Norte do país, que o Norte também não é um deserto (apesar dos esforços), que há quem faça negócios no norte, que 5 milhões de Portugugues estão mais perto do ASC que Alcochete, e que com uma ajudinha do Lino e dos seus amigos, até Galegos conseguirão usar o ASC!

O comprometer de entidades privadas com o ASC, seria uma grande vantagem para a região, pois levaria a estes grupos a continuarem a dinamizar o Norte para potenciar o seu investimento, algo que está visto, o executivo faz pouco e mal. Infelizmente o ASC continuará a ser sempre refém da integração na restante rede de transportes. Aqui também a falta de senso comum limita o alcance do aeroporto. Basta lembrar a demora para levar o metro ao aeroporto, a actual questão do TGV, etc. Mais uma vez a administração pública mostra incapacidade, incompetência ou simples desinteresse em relação a estas medidas. Eu não peço soluções geniais, basta seguir o exemplo de muitas outras cidades/regiões europeias.
Leituras recomendadas