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20081120

Nova transferência da «carne» para Sul. Por cá ficam os ossos

Para quem não sabe, o CEIIA é um centro situado na Maia que emprega profissionais qualificados. Os projectos podem ser consultados aqui. A transferência para Setúbal já foi equacionado por Basílio Horta. Na altura a CMMaia e o Tecmaia protestaram. O facto de alguém andar à procura deste tema no Google, revela que o assunto poderá estar a ser novamente equacionado. Concretizando-se esta transferência, será mais um padrão usual. Carne para eles, ossos para nós.

20081016

No sítio do costume

Não, não é o Pingo Doce. É o sector de dos Bens e Serviços Transaccionáveis em acção, no sítio do costume, isto é, a Norte:

Engenharia portuguesa chega à Volkswagen Navarra - A engenharia automóvel portuguesa já chegou a Espanha. O CEIIA - Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (Maia) acaba de estender a sua actuação à fábrica da Volkswagen em Pamplona para apoiar, para já com a presença directa de dois engenheiros, os processos de produção do Volkswagen Polo.

20080129

PeakOil a Norte: Primeiros passos, ainda que inconscientes

Introdução ao tema: A Crude Awakening

Eventos recentes:

Depois do WSJ assumir o PeakOil, é agora a vez do presidente da Shell o afirmar no próprio site da empresa: «We are experiencing a step-change in the growth rate of energy demand due to rising population and economic development. After 2015, easily accessible supplies of oil and gas probably will no longer keep up with demand».

Em Maio passado, em Sub-urbanização, «Peak Oil» e Ferrovias tinha referido a importancia de investir em ferrovias. Em Julho referia que um dos maiores investidores americano, Warren Buffet estava a investir na ferrovia, sector que apesar da crise nas bolsas tem tido uma valorização 10% a 20% acima do DJIA. Em ambas as situações alertava para a necessidade de a Norte dar prioridade aos carris. Entretanto novos eventos a sobre este tema por cá:

· Já não se fala no fecho da refinaria de Leça há um bom par de anos; Sinal que é muito rentável...

· A Retroconcept, empresa maiata pretende construir o EcoVinci. Já conseguiu assegurar a venda de algumas unidades à CMPorto. Quem diria. Na minha opinião, é a medida mais acertada do 1º e 2º mandato de Rio. Deixou-se de complexos neoliberais e decide pôr o poder de compra da CMPorto ao serviço da I&D nacional, com voluntarismo keynesiano sensato;

· Portugal e Espanha vão dar as mãos para fazerem o eixo Norte de Portugal/Galiza uma região especializada na produção de veículos de pequenas séries, associados a nichos de ambiente urbano. (...) O protocolo do projecto Mobilgreencar - que visa a produção anual até 10 mil veículos com uma incorporação de tecnologia ibérica acima dos 70%, através de 20 novos fornecedores industriais nas áreas de electrónica, novos materiais e motorizações - vai ser assinado pelos presidentes dos centros automóveis de Portugal (CEIIA) e de Espanha (CTAG), numa cerimónia apadrinhada pelos chefes dos governos português e espanhol, José Sócrates e José Luís Zapatero. Não sei se isto se refere ao EcoVinci ou não, mas é significativo.

· Reactivação de linha do Douro e Fafe quer aderir «novamente» à ferrovia;

· A empresa de fretes ferroviários Takargo Rail, do grupo Mota-Engil, vai começar a receber as primeiras de um conjunto de 15 locomotivas diesel em Outubro de 2008, disse Pires da Fonseca, presidente da empresa. As locomotivas, que foram compradas nos Estados Unidos, estão presentemente a ser montadas em Valência, Espanha. Falando durante o II Seminário de Plataformas Logísticas Ibéricas, em Setúbal, Pires da Fonseca adiantou que grupo Mota-Engil está, actualmente, a alugar 50 comboios por semana à CP para fazer os seus fretes.

Ao nosso ritmo habitual, ainda de forma inconsciente, lá nos vamos adaptando.

20070910

Galiza mostra o caminho (mais uma vez)

"O Governo Regional da Galiza vai avançar com a construção do maior centro espanhol de investigação e desenvolvimento para o sector automóvel e que concorrerá directamente com o centro de engenharia do CEIIA (Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel), localizado na Maia. No final de 2008, a região espanhola quer ser a mais equipada para investigar as últimas tecnologias electrónicas.

Este projecto, da iniciativa exclusiva do Governo regional e para o qual vai destinar 25 milhões de euros, representa um sinal evidente da prioridade política dos galegos a uma indústria que lhes garante, neste momento, mais de 10 por cento do seu PIB regional. Surge também numa altura em que a Região Norte retirou o sector automóvel da sua prioridade de desenvolvimento estratégico para a próxima década (agora baseada na biotecnologia e as ciências da saúde)."

O CEIIA contou com 10 milhões de euros (públicos e privados). Apesar das dificuldades económicas do nosso país, a diferença do investimento mostra bem o empenho, decisão e estratégia dos dois lados da fronteira. No seguimento da notícia, aprende-se que o sector automovél não é um sector estratégico para a região. Tentei descobrir qual é a estratégia para a região, parte pode ser encontrado aqui e mais concrectamente e com mais detalhe aqui.

Estes "planos" (Portugal agora deve ser a capital dos planos), estão cheios de boas intenções e muito paleio. Primeiro, eu tenho muitas dúvidas acerca da vontade e capacidade dos actuais dirigentes implementarem os seus próprios "planos" (aí a verdadeira vantagem da Galiza ter o governo regional). Segundo, após breve leitura, a mim parece-me que está-se a tentar preparar a região para os desafios de ontem. Ou seja, não há estratégia a longo prazo, ou que se está a tentar fazer é tentar trazer a região para o século XX/XXI e não para o futuro.

Eu propunha aqui um debate, acerca do que devem ser as fontes de riqueza da região, a longo prazo e a sua sustentibilidade.

20070520

GALIZA E NORTE DE PORTUGAL

Agradeço a oportunidade de poder contribuir neste espaço para um debate sério e frutífero sobre o tema que mais me fascina: O Desenvolvimento da Região Norte de Portugal.
Começo a minha humilde intervenção com o tema que acredito ser o mais viável para tornar a região Norte numa região mais produtiva, empreendedora e capaz de alcançar metas e objectivos económicos que se tornam cada vez mais urgentes para o desenvolvimento da nossa economia. Sem um Norte forte e coerente com fraca capacidade de subsitir por sí e com os seus próprios meios, estaremos condenados ao fracasso.
Urge um movimento independente de cidadania que represente e salvaguarde os interesses do Norte do Pais, perante um poder cada vez mais centralizador e economicamente demolidor dos interesses dos nortenhos.
GALIZA E NORTE DE PORTUGAL, JOGAR NAS COMPLEMENTARIDADES
As disparidades entre os dois lados da fronteira são importantes e têm de ser tomadas em linha de conta nas estratégias dos agentes económicos. Os dados para a reflexão:
Produtividade do Norte de Portugal é 58% da galega. Norte de Portugal representa 46% das exportações galegas. Saldo comercial favorável à Galiza.Empresários galegos são mais sensíveis à geografia de proximidade. Forte expansão e deslocalização de grupos galegos para Portugal
Galiza "exporta" para Sul recursos humanos qualificados e Norte de Portugal "exporta" para o outro lado mão de obra não qualificada.
Um primeiro dado que choca o observador português é o desnível de produtividade entre as duas regiões - em média, a produtividade do Norte de Portugal é 58% da galega, apesar do lado português contar com mais 600 mil activos do que o lado galego (baseado no estudo de Xoán López Facal, para dados de 1997). Cada um dos 900 mil trabalhadores galegos produziam em 1997 um VAB de 27.476 euros, enquanto que cada um do 1 milhão e 600 mil trabalhadores do Norte de Portugal só produziam 16.121 euros. Apesar dos níveis salariais no Norte de Portugal serem 40% mais baixos (6909 euros de salário em média para a indústria transformadora do Norte de Portugal e 17056 euros para a galega) e de se contar com uma mão de obra mais jovem (a taxa de natalidade na Galiza é metade da da Região Norte de Portugal ), convidando à deslocalização dos grupos galegos, há um problema estrutural de produtividade nas regiões minhota e duriense que os executivos do lado de lá da fronteira têm superado com mão de obra qualificada galega e com muita formação dos trabalhadores portugueses. Os empresários galegos, mesmo os das PME, são, também, mais "sensíveis" à vantagem da proximidade geográfica e às potêncialidades logísticas, segundo um inquérito realizado para um estudo conjunto do Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada do Centro Regional do Porto da Universidade Católica e do Centro de Investigação Económica e Financeira da Fundación Caixa Galicia. Este facto traduz-se neste outro número chocante: o Norte de Portugal representa 46% das exportações galegas e o saldo comercial favorável à Galiza vem-se acentuando desde 1996. Exemplos emblemáticos deste "olhar a sul" são citados regularmente: Zara (do grupo Inditex), Megasa, Finsa, Caixa Galicia e Televés, além dos mais de 7 milhões de contos investidos no Vale do Minho português. Do lado português, refira-se a visão de grupos como a Sonae (que adquiriu a Tafisa), a Cimpor (que comprou o Grupo Corporación do Noroeste) e a CGD (que adquiriu o Banco Simeón). A própria comutação transfronteiriça é simbólica quanto ao desnível de competências na mobilidade da mão de obra - da Galiza vêm diariamente quadros qualificados para empresas e entidades públicas (como é o caso de médicos e enfermeiros) e do Norte de Portugal migra sazonalmente mão-de-obra não qualificada para a construção civil, o comércio e a hotelaria galegas.
Contudo, a região Norte portuguesa pode jogar alguns trunfos, que são abertamente reconhecidos pelos vizinhos galegos - a maior propensão à globalização por parte das empresas portuguesas, mesmo das PME, o cosmopolitanismo e grande qualidade dos quadros superiores, e a mais valia do aeroporto Sá Carneiro (Porto), que já é um íman importante para executivos, empresários e turistas galegos. Os galegos afirmam que o único caminho é jogar nas complementaridades e têm procurado fazê-lo. Um dos projectos de parceria mais interessantes foi o de "sincronizar" os "clusters" automóveis dos dois lados da fronteira, em que estão envolvidos o CEAGA e o CEIIA, do lado português.
A visão estratégica do tecido empresarial Nortenho tem de se focar na cooperação transfronteiriça com a Galiza e saber aproveitar as oportunidades de mercado a fim de tornar a produtividade num dos factores de sucesso e desenvolvimento da região.
A Região Norte de Portugal e a Galiza formam um território de 50 000 quilómetros quadrados onde vivem seis milhões de pessoas unidas por uma cultura comum. É o Noroeste Peninsular.O Noroeste Peninsular é constituído por um sistema urbano de média dimensão, disseminado uniformemente por todo o território. Nove cidades no Norte de Portugal e nove cidades na Galiza que já partilham intimidades que apenas cidades irmãs é costume partilharem.
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