O programa de "Prós & Contras" apenas teve "Prós". Ou apenas "Contras". Não havia visões alternativas para a cidade. Não havia ninguém do poder central. Não havia interlocutores. O Porto estava a ser debatido, mas apenas entre os portuenses. O Porto não tem com quem dialogar. Não adianta lamuriar. Não há ninguém para ouvir. O Porto apenas ao Porto interessou (espero que ao Norte "alargado" também). É sintomático. Apenas os portuenses são capazes de "levantar" outra vez o Porto. Mais ninguém o fará.
Dúvido que Luis Filipe Menezes não tenha sido convidado. Se o foi, recusou o convite. Compreendo. A marca "Porto" é má para um político com ambições a liderar o poder central (Rui Rio é uma excepção). Nem seria propício estar a debater questões regionais. Ao primeiro ataque ao poder central, todos se lembrariam da famosa "frase"...
O programa inicia-se com uma peça jornalística sobre o Porto. O sotaque é claramente portuense. Normalmente costuma ser um "ruminanço" galaico-português. Pela raridade do acontecimento, não consigo deixar de me recordar do post do Júlio Silva Cunha.
Rui Rio
Assume a diferença entre o Porto e o Norte. Afirma que o Norte tem problemas muito superiores aos do Porto, e decorrem do tecido económico industrial. O Porto é central para a competitividade do Norte. Sem competitividade no Porto, dificilmente há competitividade no Norte.
Disse ainda que "precisamos é de um governo em Lisboa com uma dimensão nacional, e não apenas preocupado com o que o rodeia até 100kms".
Tendo em conta Júlio Silva Cunha, a criação de riqueza está dependente da existência das cidades. Neste sentido Rui Rio tem razão, o Porto é muito importante. Só que o Norte é multipolar, ao contrário da região de Lisboa. É uma rede de cidades. Sem dúvida que o "quadrilátero urbano" minhoto e Aveiro têm um papel a desempenhar. Costumo dizer que o Porto é o coração, Braga e Aveiro os pulmões, e as outras cidades são outros órgãos relevantes. Sem o coração não há vida, mas sem pulmões também não se vai longe.
Belmiro de Azevedo
Põe o dedo na ferida. O Estado Central não é parcial perante as empresas. Favorece umas em detrimento de outras. Critica que se favoreça os investimentos estrangeiros face aos portugueses. É burocrático. E é permeável aos interesses dos que frequentam o Terreiro do Paço. O Governo não consegue ver a 100kms de distância porque está refem dos interesses económicos instalados na Capital. Pede imparcialidade.
Põe o dedo na ferida outra vez. Ao exemplificar com a falta de descentralização, mostra o erro de base em Lisboa: em igualdade de circunstâncias, centraliza-se. A opção devia ser a inversa.
Coloca mal a questão da OPA à PT. Diz que o Governo defendeu Lisboa. Não é verdade. Defendeu os interesses de grupos económicos e gestores de Lisboa. Esses ganharam. Lisboa-cidade, tal como todo o país, perdeu.
Ridiculariza, juntamente com Rui Moreira, o suposto investimento privado no novo aeroporto de Lisboa: "iniciativa privada em que o privado não corre riscos...não é iniciativa privada. É financiamento privado. Mas mais vale recorrer a dívida pública."
Ludgero Marques
Pouco disse de novo. Falou da concentração de investimentos em Lisboa após 98, e retirada do Porto dos departamentos com capacidade de decisão.
Não foi claro ao transmitir uma das suas principais ideias: que o Porto está numa relação periférica em relação a Lisboa. Isto é verdade. É por causa do péssimo serviço público da TAP (que se atrasa quase sempre). Não é possível a um empresário do Norte ir a uma reunião a Lisboa, por pequena que seja, e não perder um dia de trabalho, e pagar mais do que pagaria por ir a Paris.
Rui Moreira
Foi bastante esclarecido. Rejeitou o conceito de "capital do Norte". Falou no erro estratégico que foi afirmação do Porto como capital como contraposição ao poder centralizador crescente de Lisboa. De facto, o resto do país (quem mais perdeu) não se reviu no discurso da bipolarização. O Porto devia ter falado no resto do país. Mais, depois da derrota no referendo da regionalização, devia ter lutado pela descentralização prometida. Não o fez. E esta não só não aconteceu, como foi invertida. O "Não" fez os centralizadores sentiram-se legitimados. E este Governo é o mais centralizador de sempre.
Fala ainda no centralismo insustentável e anti-democrático: "hoje quando alguém no Porto fala de um tema nacional, dizem logo "porque é que este tipo do Porto fala de um problema nacional?""
Defende que as vantagens de Portugal no Noroeste Peninsular são o ASC e o Porto de Leixões. E o Estado não pretende fazer ligações do "TGV" a essas infraestruturas. Afirma que o QREN é dinheiro das regiões pobres, e não pode sair destas para financiar projectos de infraestruturas para as regiões ricas. Afirma ainda que com esta máquina politico-partidária, o país não muda, A solução é a regionalização.
A meu ver, o que aconteceu foi que o resto do país preferia uma "capital neutra" a duas "capitais" em luta pelo poder. O resultado não foi o esperado. Lisboa não é, nem nunca poderia ser, uma capital neutra. Só há capitais neutras quando o poder político e o económico não coincidem. Perderam todos - Lisboa, Porto e Portugal (o coração funciona, mas respira mal, os rins estão a falhar e o fígado já não funciona...).
Luís Portela
Fez o apelo ao empreendedorismo portuense, e a que cada um faça o seu papel. Defende a coopetição entre regiões como modelo de desenvolvimento. Cooperar para competir melhor com os outros. O caminho é pelo conhecimento, pela qualificação, e pela ambição.
Lobo Xavier
Fala nos maus protagonistas do Porto de há 20 anos atrás, que desprestigiaram a região e a luta pela regionalização.
De forma subtil, fez a afirmação mais incómoda da noite para Lisboa e Porto:
"Mas, por outro lado, não temos nada a reinvindicar nada de Lisboa. O Porto não quer ser igual a Lisboa com funcionários e serviços públicos. Quero um Porto cuja qualidade de vida resulte das características naturais e históricas do Porto - o empreendedorismo, a independencia do Estado. (...) As pessoas do Porto já não estão sempre a contrapor com o funcionalismo, e com a subsidiação"
Jornalista (não apanhei o nome)
"Foram as cidades que fizeram a europa, não os países. O país não funciona se as suas cidades não funcionarem." Mais uma vez me lembra este post.
Emílio Perez Touriño
"A experiência de cada país é diferente. Mas o processo de autonomizção em Espanha tem sido coroado de êxito. Nada do que se passou em Espanha se teria passado sem as autonomias. Para toda a Espanha de 2ª velocidade, as autonomias permitiram a mobilização de capacidades e de recursos. Necessitamos de um Estado forte que assegure o equilibrio social e territorial, mas a autonomia que permita a mobilização de energias."
Paulo Gomes
Assustador. Mostrou qual é problema dos burocratas. À primeira crítica começou logo a defender o "suserano". Belmiro criticou a lentidão na aprovação dos projectos do turismo no Douro. Ele respondeu que estava tudo muito bem. Que no Algarve não havia atrasos. Que existem os projectos classificados PIN.
É engraçado. Os projectos PIN ("de interesse nacional") passam à frente de todos os outros. Os que não são PIN ficam sempre para trás. Se os projectos no Algarve são PIN e no Douro não, ficamos a saber que o Algarve (rico) é prioritário e o Douro (pobre) não. Claramente o Estado não é imparcial. Em vez de reclamar, Paulo Gomes acha muito bem, pois o licenciamento está a ser revisto (é verdade, sei com conhecimento de causa). Mas no entretando, o Douro pode ficar ainda mais pobre. Confirma-se tudo o que eu disse sobre a diferença entre um burocrata e um político regional.
Resto do Programa
Depois disto, passamos à discussão de questões puramente municipais. Quem é que concebeu este programa? Só faltou discutir o edifício transparente. Valha-nos Deus...
Consideração finais (pessoais)
Muita parra e pouca uva. Conseguiu fugir da tradicional lamúria e reinvindicação face à cidade de Lisboa. As baterias apontadas foram ao poder central. Apelou-se ao empreendedorismo, à não dependência do Estado, à qualificação. Mas também à descentralização e independência do poder político. O diagnóstico não é novo. Mas foram ideias soltas, não integradas. São tijolos, mas não um edifício. Estou certo que cada um dos entrevistados conseguiria melhor, se tivesse mais tempo de antena para explanar ideias. Uma coisa é clara - não há uma visão mobilizadora para a região, nem uma estratégia (indicativa) definida.
Mas, vendo por outro prisma, havia lá uma semente em agitação. O Porto deixou de pedir investimentos. É um óptimo sinal. Não me pareceu que todos eles tivessem isto claro, mas a ideia começa a estar lá: "não queremos que façam nada, queremos que nos deixem fazer, e queremos imparcialidade do Estado..."
De qualquer forma, os blogues estão muito à frente destes debates televisivos. Sem dúvida.
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20070626
Prós e Contras - Porto XVII
Perto do fim, apenas algumas questões menores, que não considerei importante relatá-las.
Cito apenas Belmiro de Azevedo: "Para renovar a cidade, é preciso fazer intervenções bloco a bloco. Expropriando senhorios e proprietários quando necessário. Ninguém vai fazer requalificação para depois viver entre casas velhas, com 5 metros de frente e ruas de 4 metros."
Fim da emissão. Para consultar todos os textos publicados no Norteamos, usar o índice na caixa à direita. O programa ficou disponível quase na íntegra (o importante está cá).
Boa noite. Amanhã é dia de trabalho. O Porto precisa.
Nota final: o "Prós e Contras" podia começar um bocadinho mais cedo. Não se aceita que um programa destes, numa televisão pública, seja emitido entre as 23h e a 1h30m. Quem trabalha dificilmente consegue acompanhar o programa.
Fim da emissão. Para consultar todos os textos publicados no Norteamos, usar o índice na caixa à direita. O programa ficou disponível quase na íntegra (o importante está cá).
Boa noite. Amanhã é dia de trabalho. O Porto precisa.
Nota final: o "Prós e Contras" podia começar um bocadinho mais cedo. Não se aceita que um programa destes, numa televisão pública, seja emitido entre as 23h e a 1h30m. Quem trabalha dificilmente consegue acompanhar o programa.
Prós e Contras - Porto XVI
Presidente da associação de comércio tradicional do Porto
Considera que a criação de cidades à volta do Porto (os shoppings) e que são um movimento artificial feito pelos promotores comerciais, e que os empresários deviam deixar o negócio das mercearias, drogarias, etc. aos pequenos comerciantes, que também precisam de viver.
(nota pessoal: discurso contra a concorrência, a pedir o proteccionismo do Estado ou a compaixão dos empresários. Não acho que o caminho seja por aqui. E nem se apercebeu que o problema é a redução populacional no centro da cidade. É por causa desta mentalidade imobilista que os seus problemas existem. Para quando lojas abertas quando as pessoas normais não trabalham?).
Considera que a criação de cidades à volta do Porto (os shoppings) e que são um movimento artificial feito pelos promotores comerciais, e que os empresários deviam deixar o negócio das mercearias, drogarias, etc. aos pequenos comerciantes, que também precisam de viver.
(nota pessoal: discurso contra a concorrência, a pedir o proteccionismo do Estado ou a compaixão dos empresários. Não acho que o caminho seja por aqui. E nem se apercebeu que o problema é a redução populacional no centro da cidade. É por causa desta mentalidade imobilista que os seus problemas existem. Para quando lojas abertas quando as pessoas normais não trabalham?).
Prós e Contras - Porto XV
Rui Moreira
"O ASC tem Já foi anunciado pelo Governo Português que quem construir a OTA fica com o ASC (via ANA). Portanto, fica sem concorrência. E na linha de TGV à Galiza, este não passa no ASC. E no Norte só temos 2 vantagens de infraestruturas em relação à Galiza, o Aeroporto e o Porto Leixões. Sem ligações a estas infraestruturas, não há ligação Corunha-Porto, há ligação Corunha-Lisboa. Não existe sequer uma estratégia de transportes no país.
Isso do QREN é uma ficção. A verbas destinam-se às regiões mais empobrecidas. Mas quando fazemos infraestruturas (OTA), o dinheiro sai das regiões pobres para fazer a infraestrutra. O dinheiro não cresce.
Defendo regionalização como modelo acelerado de descentralização. Depois, a lei eleitoral não vai mudar. Com esta máquina politico-partidária o país não vai mudar. Só sobra a regionalização."
Para mim, investimento privado em que o privado não corre riscos...não é iniciativa privada. É financiamento privado. Mas mais vale recorrer a dívida pública"
"O ASC tem Já foi anunciado pelo Governo Português que quem construir a OTA fica com o ASC (via ANA). Portanto, fica sem concorrência. E na linha de TGV à Galiza, este não passa no ASC. E no Norte só temos 2 vantagens de infraestruturas em relação à Galiza, o Aeroporto e o Porto Leixões. Sem ligações a estas infraestruturas, não há ligação Corunha-Porto, há ligação Corunha-Lisboa. Não existe sequer uma estratégia de transportes no país.
Isso do QREN é uma ficção. A verbas destinam-se às regiões mais empobrecidas. Mas quando fazemos infraestruturas (OTA), o dinheiro sai das regiões pobres para fazer a infraestrutra. O dinheiro não cresce.
Defendo regionalização como modelo acelerado de descentralização. Depois, a lei eleitoral não vai mudar. Com esta máquina politico-partidária o país não vai mudar. Só sobra a regionalização."
Para mim, investimento privado em que o privado não corre riscos...não é iniciativa privada. É financiamento privado. Mas mais vale recorrer a dívida pública"
Prós e Contras - Porto XIV
O que faz a cidade para potenciar a marca Porto? - FCF
Rui Rio
"A marca Porto é das coisas mais fortes que temos. Temos que conseguir captar eventos de grande visibilidade internacional para captar a marca "Porto" (nota pessoal: apoiado, mas não é só com o Circuito da Boavista...). O êxito em 2005 do Circuito da Boavista foi de tal ordem que a FIA decidiu fazer aqui em 2007 o mundial de turismo. E vamos ter a xxx race, que vai ser transmitida pela CNN. Mas para mim, os 3 estrangulamentos são o problema social, a reabilitação da baixa (projecto com impacto na economia regional e nacional - e este governo ainda não percebeu a importância disto para a competitividade da região, nomeadamente o turismo), e a mobilidade urbana.
Eu fui presidente do Eixo-Atlântico. Também dizia o melhor do mundo do Norte, quando falava com os jornais espanhóis. A Espanha teve uma taxa de desemprego de 20% nos 80's e 90's, quando fez a sua reconversão industrial. Levam-nos uns anos de avanço.
(...) Não podemos estar à espera de lideranças. Precisamos é de um governo em Lisboa com uma dimensão nacional, e não apenas preocupado com o que o rodeia até 100kms."
Rui Rio
"A marca Porto é das coisas mais fortes que temos. Temos que conseguir captar eventos de grande visibilidade internacional para captar a marca "Porto" (nota pessoal: apoiado, mas não é só com o Circuito da Boavista...). O êxito em 2005 do Circuito da Boavista foi de tal ordem que a FIA decidiu fazer aqui em 2007 o mundial de turismo. E vamos ter a xxx race, que vai ser transmitida pela CNN. Mas para mim, os 3 estrangulamentos são o problema social, a reabilitação da baixa (projecto com impacto na economia regional e nacional - e este governo ainda não percebeu a importância disto para a competitividade da região, nomeadamente o turismo), e a mobilidade urbana.
Eu fui presidente do Eixo-Atlântico. Também dizia o melhor do mundo do Norte, quando falava com os jornais espanhóis. A Espanha teve uma taxa de desemprego de 20% nos 80's e 90's, quando fez a sua reconversão industrial. Levam-nos uns anos de avanço.
(...) Não podemos estar à espera de lideranças. Precisamos é de um governo em Lisboa com uma dimensão nacional, e não apenas preocupado com o que o rodeia até 100kms."
Prós e Contras - Porto XIII
Luís Portela:
Algumas universidades do norte, principalmente do Minho, e algumas empresas, têm cruzado conhecimento com muito sucesso. O que tem sido alentado pela CCRD-N, que se tem empenhado nisso.
Há 25 anos, José Maria Pedroto, quando o FCP não era campeão há muitos anos, disse: "Para o FCP ser campeão não basta ser melhor que os clubes de Lisboa, tem que ser muito melhor. E o FCP foi campeão muitas vezes nos últimos 20 anos." Temos que ser melhores, não que Lisboa, mais que as empresas do país A, B, C...
Algumas universidades do norte, principalmente do Minho, e algumas empresas, têm cruzado conhecimento com muito sucesso. O que tem sido alentado pela CCRD-N, que se tem empenhado nisso.
Há 25 anos, José Maria Pedroto, quando o FCP não era campeão há muitos anos, disse: "Para o FCP ser campeão não basta ser melhor que os clubes de Lisboa, tem que ser muito melhor. E o FCP foi campeão muitas vezes nos últimos 20 anos." Temos que ser melhores, não que Lisboa, mais que as empresas do país A, B, C...
Prós e Contras - Porto XII
Ludgero Marques
"O Norte industrial, que liderou a recuperação do país após a revolução, tem sido mal tratado. Não faz sentido importar indústria. Temos que criar a nossa indústria. No Norte apenas 26% da população tem o 12º ano ou mais. É preciso requalificação de pessoas. O Norte acaba também por estar extremamente afastado de Lisboa. Precisamos de atenção ao nosso aeroporto, com outras áreas, nomeadamente quanto à informação (Nota: Já agora, rever os horários da TAP, para não falar dos atrasos).
Porque motivo a RTP, no monte da virgem, não permite a organização de programas lá. (e vai ser pior, porque vai centralizar em Lisboa). E tem que ser no Porto como em outras áreas do Porto."
"O Norte industrial, que liderou a recuperação do país após a revolução, tem sido mal tratado. Não faz sentido importar indústria. Temos que criar a nossa indústria. No Norte apenas 26% da população tem o 12º ano ou mais. É preciso requalificação de pessoas. O Norte acaba também por estar extremamente afastado de Lisboa. Precisamos de atenção ao nosso aeroporto, com outras áreas, nomeadamente quanto à informação (Nota: Já agora, rever os horários da TAP, para não falar dos atrasos).
Porque motivo a RTP, no monte da virgem, não permite a organização de programas lá. (e vai ser pior, porque vai centralizar em Lisboa). E tem que ser no Porto como em outras áreas do Porto."
Prós e Contras - Porto XII
Belmiro de Azevedo
"O Porto é uma capital política, sem poder político. Grande revoluções aconteceram no Porto. Mas se formos verificar as decisões do Estado Central, as decisões são sempre favoráveis a quem frequenta o Terreiro do Paço - Cimentos, Adubos, Refinarias...
Mesmo na nossa OPA (Sonaecom-PT), o Estado optou por Lisboa? Porquê? Contra tudo o que era expectável, a decisão foi a favor dos interesses de Lisboa e contra o Porto. O Governo tinha a possibilidade de mostrar que nem tudo é decidido a favor dos interesse instalados em Lisboa.
Porque motivo esteve o ASC a ser gerido de forma a ser quase impossível atrair turistas? Assistimos diariamente a declarações de que os projectos turísticos a sul vão ser despachados rapidamente. No Douro estão todos encravados?
(...) Sem actividade económica não há riqueza para distribuir por ninguém. É importante aproveitar as oportunidades que existem para o país todo. As câmaras apenas servem para resolver os problemas administrativos dos próprios municípios. Para além disso, não faz sentido ter campeões nacionais fictícios.
(...) A única capital que existe com capacidade de tomar decisões é Lisboa, disso não faz sentido fugir."
"O Porto é uma capital política, sem poder político. Grande revoluções aconteceram no Porto. Mas se formos verificar as decisões do Estado Central, as decisões são sempre favoráveis a quem frequenta o Terreiro do Paço - Cimentos, Adubos, Refinarias...
Mesmo na nossa OPA (Sonaecom-PT), o Estado optou por Lisboa? Porquê? Contra tudo o que era expectável, a decisão foi a favor dos interesses de Lisboa e contra o Porto. O Governo tinha a possibilidade de mostrar que nem tudo é decidido a favor dos interesse instalados em Lisboa.
Porque motivo esteve o ASC a ser gerido de forma a ser quase impossível atrair turistas? Assistimos diariamente a declarações de que os projectos turísticos a sul vão ser despachados rapidamente. No Douro estão todos encravados?
(...) Sem actividade económica não há riqueza para distribuir por ninguém. É importante aproveitar as oportunidades que existem para o país todo. As câmaras apenas servem para resolver os problemas administrativos dos próprios municípios. Para além disso, não faz sentido ter campeões nacionais fictícios.
(...) A única capital que existe com capacidade de tomar decisões é Lisboa, disso não faz sentido fugir."
Paulo Gomes
"Todos os PIN merecem uma Via Verde. (nota pessoal: e ou outros, merecem ficar à espera?!? Há filhos e enteados? Para que seja mais rapido para uns, é mais lento para outros). Os processos estão a ser revistos. Acredito que a Via Verde vai ser mais a regra que a excepção"
20070625
Prós e Contras - Porto XI
Há 10 anos dizia que a Galiza olhava para o Norte como uma potencia a seguir. O que se passou entretanto?
Emilio Perez Touriño.
Temos procurado por o assento na cooperação social, no empreendedorismo e na inovação e conhecimento. Temos muito boas relações com Portugal. (...) O comboio de AV teve impactos significativos em Espanha nas relações entre regiões, p.e. Madrid e Sevilha. Cremos que o mesmo se passe entre a Galiza e Portugal. O projecto das euroregiões permite formar uma região com 7M habitantes. Mas temos que passar de uma cooperação de 1ª geração para a 2ª geração: projectos conjuntos de investigação, acordos entre universidades, esforços conjuntos e repartidos para ganhar e cooperar. Muito mais nos une que nos separa.
A experiência de cada país é diferente. Mas o processo de autonomizção em Espanha tem sido coroado de êxito. Nada do que se passou em Espanha se teria passado sem as autonomias. Para toda a Espanha de 2ª velocidade, as autonomias permitiram a mobilização de capacidades e de recursos. Necessitamos de um Estado forte que assegure o equilibrio social e territorial, mas a autonomia que permita a mobilização de energias.
Muito obrigado. Estou certo que temos um bom caminho a percorrer junto."
Emilio Perez Touriño.
Temos procurado por o assento na cooperação social, no empreendedorismo e na inovação e conhecimento. Temos muito boas relações com Portugal. (...) O comboio de AV teve impactos significativos em Espanha nas relações entre regiões, p.e. Madrid e Sevilha. Cremos que o mesmo se passe entre a Galiza e Portugal. O projecto das euroregiões permite formar uma região com 7M habitantes. Mas temos que passar de uma cooperação de 1ª geração para a 2ª geração: projectos conjuntos de investigação, acordos entre universidades, esforços conjuntos e repartidos para ganhar e cooperar. Muito mais nos une que nos separa.
A experiência de cada país é diferente. Mas o processo de autonomizção em Espanha tem sido coroado de êxito. Nada do que se passou em Espanha se teria passado sem as autonomias. Para toda a Espanha de 2ª velocidade, as autonomias permitiram a mobilização de capacidades e de recursos. Necessitamos de um Estado forte que assegure o equilibrio social e territorial, mas a autonomia que permita a mobilização de energias.
Muito obrigado. Estou certo que temos um bom caminho a percorrer junto."
Prós e Contras - Porto X
Rui Rio:
"Temos que clarificar o significado do Porto. Belmiro de Azevedo fez a SONAE, na Maia, LM em Matosinhos e SMF. RM, em SJM,... Temos de enquadrar toda esta regiao, e o Porto é a capital desta região. Mas nós estamos aqui a falar dos problemas de Portugal. Portugal está em crise. Mas cada região sofre a crise de forma particular. Aveiro, Porto, Braga, Guimarães, são fortemente industrializados. Temos que crescer 3% para não criar desemprego. O Estado, gasta 79% dos custos administrativos da I&D em Lisboa e 6,5% no Norte. Para sair da crise, isto tem que mudar."
Nuno Portas
"Temos que clarificar o significado do Porto. Belmiro de Azevedo fez a SONAE, na Maia, LM em Matosinhos e SMF. RM, em SJM,... Temos de enquadrar toda esta regiao, e o Porto é a capital desta região. Mas nós estamos aqui a falar dos problemas de Portugal. Portugal está em crise. Mas cada região sofre a crise de forma particular. Aveiro, Porto, Braga, Guimarães, são fortemente industrializados. Temos que crescer 3% para não criar desemprego. O Estado, gasta 79% dos custos administrativos da I&D em Lisboa e 6,5% no Norte. Para sair da crise, isto tem que mudar."
Nuno Portas
"Vim para VNGaia, para conhecer o Norte. Há que dizer que em Espanha, Madrid é a região que cresce mais. E tem regionalização. Madrid (3 milhões) tem a mesma dimensão da região de Lisboa (3 milhões). E o Porto tem a mesma dimensão, a uma distância de 50 kms (3 milhões). O Norte tem um passado de agricultura e indústria que demora a mudar. Quando falo na cidade, falo na cidade dos 3M, ou pelo menos na cidade do 1,5M. (...) Mas a Galiza também se afasta..."
Prós e Contras - Porto IX
(infelizmente não consegui apanhar a intervenção do Prof. Marques dos Santos, e esta também não está completa)
Reitor da UFP
A DREN representa 65% dos estudantes do ensino básico e secundário (acho que foi isto).
O Porto hoje só tem um cluster em que vale a pena investir. É nas universidades. Na formação. No conhecimento.
Jornalista (não apanhei o nome)
O Porto hoje não é uma cidade, é uma marca. O Norte é uma invenção do Sul. Sabem porque existe um salão árabe, num palácio neoclássico - o palácio da Bolsa. A resposta está na casa da música. Quando o Porto acredita, quando o Porto é liberal à Porto (não há Chicago), quando sonha, as coisas acontecem. O Porto tem que ser pensado no contexto do país. O país tem que pensar nas cidades. Foram as cidades que fizeram a europa, não os países. O país não funciona se as suas cidades não funcionarem.
"Existe nos jornais uma lamúria permanente de que o Porto está em decadência." FCF
Jornalista 2 (também não apanhei o nome)
"Existe um problema de Lisboa em relação ao resto do país. O Porto e o resto do país não estão a conseguir impôr a Lisboa uma descentralização do país. O Norte e Centro que mais produzem para o país a seguir em Lisboa, são também as regiões menos produtivas.
Lisboa e Funchal absorvem 52% do crédito do país. O Porto só 11%. Se calhar não conseguimos por culpa nossa, porque deixamos Lisboa ter esse poder. Mas existe um problema de desertificação do país. Lisboa é, em paridade de poder de compra, a região mais rica da península ibérica."
Reitor da UFP
A DREN representa 65% dos estudantes do ensino básico e secundário (acho que foi isto).
O Porto hoje só tem um cluster em que vale a pena investir. É nas universidades. Na formação. No conhecimento.
Jornalista (não apanhei o nome)
O Porto hoje não é uma cidade, é uma marca. O Norte é uma invenção do Sul. Sabem porque existe um salão árabe, num palácio neoclássico - o palácio da Bolsa. A resposta está na casa da música. Quando o Porto acredita, quando o Porto é liberal à Porto (não há Chicago), quando sonha, as coisas acontecem. O Porto tem que ser pensado no contexto do país. O país tem que pensar nas cidades. Foram as cidades que fizeram a europa, não os países. O país não funciona se as suas cidades não funcionarem.
"Existe nos jornais uma lamúria permanente de que o Porto está em decadência." FCF
Jornalista 2 (também não apanhei o nome)
"Existe um problema de Lisboa em relação ao resto do país. O Porto e o resto do país não estão a conseguir impôr a Lisboa uma descentralização do país. O Norte e Centro que mais produzem para o país a seguir em Lisboa, são também as regiões menos produtivas.
Lisboa e Funchal absorvem 52% do crédito do país. O Porto só 11%. Se calhar não conseguimos por culpa nossa, porque deixamos Lisboa ter esse poder. Mas existe um problema de desertificação do país. Lisboa é, em paridade de poder de compra, a região mais rica da península ibérica."
Prós e Contras - Porto VIII
Lobo Xavier
"O resto do país não compreendeu bem o que eram assimetrias regionais e os problemas da centralização. Isto porque o debate teve maus protagonistas, no Norte. Os paladinos da descentralização e da regionalização, há 20 anos, não eram aos olhos do país figuras que cativassem o país.
Mas, por outro lado, não temos nada a reinvindicar nada de Lisboa. O Porto não quer ser igual a Lisboa, com funcionários, serviços públicos. Quero um Porto cuja qualidade de vida resulte das características naturais e históricas do Porto - o empreendedorismo, a independencia do Estado.
(...) O Porto foi quem mais sofreu com a mudança de paradigma económico. O poder central tem a função de compensar os desequilíbrios, e não o tem feito com suficiente veemência. Hoje não vê pessoas a reclamar serviços públicos para o Porto. As pessoas do Porto já não estão sempre a contrapor com o funcionalismo, e com a subsidiação".
Prós e Contras - Porto VII
Luís Portela
"Gostaria de ver um Porto mais competitivo no contexto internacional, como Barcelona, Manchester, Milão, Lyon. As fronteiras estão abertas nos dois sentidos. Não somos competitivos porque cada um tem que fazer a sua parte. As empresas têm que investir mais, as universidade...temos que apostar na qualidade, rigor, inovação.
Estamos sempre a pensar em Lisboa. Não faz sentido. Lisboa é a mais bonita capital europeia. Precisa de regiões fortes. O Porto precisa de uma capital forte. Lisboa devia competir com Madrid, Copenhaga... A divisão só faz sentido no futebol. Tem que haver maior cooperação e competição entre as regiões".
"Gostaria de ver um Porto mais competitivo no contexto internacional, como Barcelona, Manchester, Milão, Lyon. As fronteiras estão abertas nos dois sentidos. Não somos competitivos porque cada um tem que fazer a sua parte. As empresas têm que investir mais, as universidade...temos que apostar na qualidade, rigor, inovação.
Estamos sempre a pensar em Lisboa. Não faz sentido. Lisboa é a mais bonita capital europeia. Precisa de regiões fortes. O Porto precisa de uma capital forte. Lisboa devia competir com Madrid, Copenhaga... A divisão só faz sentido no futebol. Tem que haver maior cooperação e competição entre as regiões".
Prós e Contras - Porto VI
"É difícil trazer portuenses aos debates, sejam em Lisboa ou no Porto. Há ou não culpas na cidade?" Fátima Campos Ferreira
Rui Moreira
"Há culpas na cidade e na região. Os portuenses evitam debater os assuntos. As pessoas não estão habituados a aparecer. A mim é normal marcar uma reunião com um fornecedor, e este aparece-me em Lisboa. Há uma mania de chamar o Porto capital. O Porto é um prestígio à procura de poder. A seguir às nacionalizações, o poder era bipolar. O Porto acreditava que o país bipolar iria tornar-se um país multipolar. Mas o país foi transformado num país unipolar. Tanto o poder central como o económico.
O Porto pretendeu combater isto, afirmando-se como uma capital. O Porto devia ter falado contra a centralização. Quem mais sofre a centralização até é quem está em Lisboa. Não é culpa dos Lisboetas. (...) O Porto perdeu uma corrida, na qual não se devia ter metido. O Porto devia ter falado pelo resto do país. O sonho do Porto ser capital do Noroeste peninsular não vai acontecer. Temos que ter um discurso diferente.
No dia seguinte ao referendo da regionalização, o Porto devia ter batalhado pela descentralização. Quem fez campanha pelo Não, disse que depois viria a descentralização. Não aconteceu. E este Governo agora centralizou e concentrou. Está insustentável. E hoje quando alguém no Porto fala de um tema nacional, dizem logo "porque é que este tipo do Porto fala de um problema nacional?"
Rui Moreira
"Há culpas na cidade e na região. Os portuenses evitam debater os assuntos. As pessoas não estão habituados a aparecer. A mim é normal marcar uma reunião com um fornecedor, e este aparece-me em Lisboa. Há uma mania de chamar o Porto capital. O Porto é um prestígio à procura de poder. A seguir às nacionalizações, o poder era bipolar. O Porto acreditava que o país bipolar iria tornar-se um país multipolar. Mas o país foi transformado num país unipolar. Tanto o poder central como o económico.
O Porto pretendeu combater isto, afirmando-se como uma capital. O Porto devia ter falado contra a centralização. Quem mais sofre a centralização até é quem está em Lisboa. Não é culpa dos Lisboetas. (...) O Porto perdeu uma corrida, na qual não se devia ter metido. O Porto devia ter falado pelo resto do país. O sonho do Porto ser capital do Noroeste peninsular não vai acontecer. Temos que ter um discurso diferente.
No dia seguinte ao referendo da regionalização, o Porto devia ter batalhado pela descentralização. Quem fez campanha pelo Não, disse que depois viria a descentralização. Não aconteceu. E este Governo agora centralizou e concentrou. Está insustentável. E hoje quando alguém no Porto fala de um tema nacional, dizem logo "porque é que este tipo do Porto fala de um problema nacional?"
Prós e Contras - Porto IV
Belmiro de Azevedo
"O Porto é uma cidade produtiva. Lisboa é uma cidade produtiva e administrativa. Por isso as médias não são comparáveis. Depois, existe uma economia informal desigualmente distribuída no país. Houve uma deslocação do sector primário e secundário para o terciário. Mas o que importa é onde estão as O investimento em Portugal é feito com extrema rapidez para os estrangeiros e extrema lentidão para Portugal. É o parolismo nacional. (...)Depois, porque não se manteve o INE no Porto? Porque se centralizou em Lisboa e não no Porto? Porque não no Pinhão?"
"Mas a facilidade de comunicações não significa que seria melhor estar em Lisboa?" - Fátima Campos Ferreira
"Bem, nesse caso fica tudo em Lisboa. Ficamos só com uma mega-cidade".
"O Porto é uma cidade produtiva. Lisboa é uma cidade produtiva e administrativa. Por isso as médias não são comparáveis. Depois, existe uma economia informal desigualmente distribuída no país. Houve uma deslocação do sector primário e secundário para o terciário. Mas o que importa é onde estão as O investimento em Portugal é feito com extrema rapidez para os estrangeiros e extrema lentidão para Portugal. É o parolismo nacional. (...)Depois, porque não se manteve o INE no Porto? Porque se centralizou em Lisboa e não no Porto? Porque não no Pinhão?"
"Mas a facilidade de comunicações não significa que seria melhor estar em Lisboa?" - Fátima Campos Ferreira
"Bem, nesse caso fica tudo em Lisboa. Ficamos só com uma mega-cidade".
PORTO Em directo
Quando há mudanças agrada-se a uns e desagrada-se a outros, é normal...
Se fosse pelo que é escrito nos jornais eu teria perdido as duas eleições, mas como foi a população a votar, eu ganhei na primeira e reforçei na segunda!
RUI RIO - Presidente CMP
Retiraram do Porto um conjunto de entidades como o INE, que poderia perfeitamente estar aqui, ou noutro sitio, porque em Lisboa? Parece que só existe Lisboa e o resto é paisagem!
BELMIRO DE AZEVEDO - SONAE
O Poder centralizador de Lisboa...
Onde se planta o dinheiro é onde ele acaba de nascer... OS grandes investimentos foram todos plantados em Lisboa! Gastamos um dinheirão para ir a Lisboa!
Outra questão: - a capacidade de aparecer... só se vê lisboetas nos debates ou Portuenses lisbonizados...
Temos de ter dimensão
LUDGERO MARQUES - AEP
Há culpas na cidade, na região e as pessoas do Porto evitam debater os assuntos com os seus colegas... Tem a ver com a criação de hábitos...
O Porto é um vestigio à procura do Poder! citando Miguel Veiga
O País está a ser transformando num pais unipolar, não só o poder central mas o poder económico...
O Porto afirmou-se como a capital do Norte... O centralismo aterrou em Lisboa no Terreiro do Paço... O Porto não se deveria ter envolvido nesta corrida!
Hoje em dia preferia qualquer regionalização! Arrependo-me de ter votado contra a regionalização... Este governo é profundamente concentrador... e centralizador... Ou somos capazes de ter um discurso afirmativo
RUI MOREIRA - ACP
Eu gostaria de ver um Porto mais forte, mais dinâmico e mais competitivo!
As fronteiras estão abertas... As empresas tem investir mais, as universidades também, rigor e inovação - só assim o norte pode ser mais competitivo!
Lisboa é a mais bonita capital europeia... também é importante para o Porto ser uma cidade competitiva... Na vida real esta separação norte/sul não faz sentido... Alguma competição mas sobretudo deve haver cooperação para que o país possa sair beneficiado!
LUIS PORTELA - BIAL
CONVIDADOS DA ASSISTÊNCIA
O resto do país não compreendeu bem as assimetrias regionais! O combate contra issto teve maus intervenientes e péssimos protagonistas no Norte - Não temos nada que reivindicar a Lisboa... O Porto não quer ser como Lisboa! - António Lobo Xavier
Ainda temos muito tempo... As universidades unidades e a trabalhar em cooperação... Não tenho essa visão tão negativa! É necessário mais concentração de esforços - Reitor da Católica
Salvado Trigo (Universidade Católica) - Um fraco Rei faz fraca a fraca gente... Enquanto não mudarmos as mentalidades... O cluster das universidades é onde o Porto deve apostar! O Pais anda completamente distraido! Competitividade... O pais está desalentado e desorientado...
Carlos Magno (jornalista) - O Porto não é uma cidade é uma marca...
Quando o Porto tem ousadia, liga pouco a criterios economicistas e sonha e avança, quando isso acontece, o Porto é vencedor!
Quanto mais discutirmos o Porto menos ele vale! Perdoe-me mas para mim o Porto para mim é uma marca...
Uma equipa joga aquilo que a outra deixa jogar...O que me parece é que o Porto e o resto do Páis não estão a saber impor a Lisboa o seu jogo...
Lisboa e Funchal juntos conseguem absorver 52% do crédito e no entanto são as que tem mais poder de compra per capita!!!
Fico preocupado e vejo que Lisboa é mais rica que Madrid e Barcelona! O Porto aparece em 26º lugar... alguma coisa está mal aqui....- Jorge ... Jornalista
Temos de encarar isto como toda esta Região (Porto, Maia, Trofa, Vila da Feira, etc...)! A região Norte é uma zona fortemente industrializada, todos aqui temos condições para ajudar o Norte de Portugal... Nós não conseguimos resolver este problema sózinhos!!! O estado em I&D gasta com os departamentos do Estado 79% em Lisboa e 6,5% no Porto...
Temos de caminhar no sentido correcto... Ainda bem que no Porto controlamos as contas... - Rui Rio
Nuno Portas - (Arquitecto) - O complexo dos catalães em relação a Madrid! a área do Norte é exactamente igual a nível de dimensão à àrea de Lisboa, são 2 milhões... A cidade de Lisboa perde população... O Norte herda um tipo de mão de obra de trabalho que marca por muito tempo....
Se fosse pelo que é escrito nos jornais eu teria perdido as duas eleições, mas como foi a população a votar, eu ganhei na primeira e reforçei na segunda!
RUI RIO - Presidente CMP
Retiraram do Porto um conjunto de entidades como o INE, que poderia perfeitamente estar aqui, ou noutro sitio, porque em Lisboa? Parece que só existe Lisboa e o resto é paisagem!
BELMIRO DE AZEVEDO - SONAE
O Poder centralizador de Lisboa...
Onde se planta o dinheiro é onde ele acaba de nascer... OS grandes investimentos foram todos plantados em Lisboa! Gastamos um dinheirão para ir a Lisboa!
Outra questão: - a capacidade de aparecer... só se vê lisboetas nos debates ou Portuenses lisbonizados...
Temos de ter dimensão
LUDGERO MARQUES - AEP
Há culpas na cidade, na região e as pessoas do Porto evitam debater os assuntos com os seus colegas... Tem a ver com a criação de hábitos...
O Porto é um vestigio à procura do Poder! citando Miguel Veiga
O País está a ser transformando num pais unipolar, não só o poder central mas o poder económico...
O Porto afirmou-se como a capital do Norte... O centralismo aterrou em Lisboa no Terreiro do Paço... O Porto não se deveria ter envolvido nesta corrida!
Hoje em dia preferia qualquer regionalização! Arrependo-me de ter votado contra a regionalização... Este governo é profundamente concentrador... e centralizador... Ou somos capazes de ter um discurso afirmativo
RUI MOREIRA - ACP
Eu gostaria de ver um Porto mais forte, mais dinâmico e mais competitivo!
As fronteiras estão abertas... As empresas tem investir mais, as universidades também, rigor e inovação - só assim o norte pode ser mais competitivo!
Lisboa é a mais bonita capital europeia... também é importante para o Porto ser uma cidade competitiva... Na vida real esta separação norte/sul não faz sentido... Alguma competição mas sobretudo deve haver cooperação para que o país possa sair beneficiado!
LUIS PORTELA - BIAL
CONVIDADOS DA ASSISTÊNCIA
O resto do país não compreendeu bem as assimetrias regionais! O combate contra issto teve maus intervenientes e péssimos protagonistas no Norte - Não temos nada que reivindicar a Lisboa... O Porto não quer ser como Lisboa! - António Lobo Xavier
Ainda temos muito tempo... As universidades unidades e a trabalhar em cooperação... Não tenho essa visão tão negativa! É necessário mais concentração de esforços - Reitor da Católica
Salvado Trigo (Universidade Católica) - Um fraco Rei faz fraca a fraca gente... Enquanto não mudarmos as mentalidades... O cluster das universidades é onde o Porto deve apostar! O Pais anda completamente distraido! Competitividade... O pais está desalentado e desorientado...
Carlos Magno (jornalista) - O Porto não é uma cidade é uma marca...
Quando o Porto tem ousadia, liga pouco a criterios economicistas e sonha e avança, quando isso acontece, o Porto é vencedor!
Quanto mais discutirmos o Porto menos ele vale! Perdoe-me mas para mim o Porto para mim é uma marca...
Uma equipa joga aquilo que a outra deixa jogar...O que me parece é que o Porto e o resto do Páis não estão a saber impor a Lisboa o seu jogo...
Lisboa e Funchal juntos conseguem absorver 52% do crédito e no entanto são as que tem mais poder de compra per capita!!!
Fico preocupado e vejo que Lisboa é mais rica que Madrid e Barcelona! O Porto aparece em 26º lugar... alguma coisa está mal aqui....- Jorge ... Jornalista
Temos de encarar isto como toda esta Região (Porto, Maia, Trofa, Vila da Feira, etc...)! A região Norte é uma zona fortemente industrializada, todos aqui temos condições para ajudar o Norte de Portugal... Nós não conseguimos resolver este problema sózinhos!!! O estado em I&D gasta com os departamentos do Estado 79% em Lisboa e 6,5% no Porto...
Temos de caminhar no sentido correcto... Ainda bem que no Porto controlamos as contas... - Rui Rio
Nuno Portas - (Arquitecto) - O complexo dos catalães em relação a Madrid! a área do Norte é exactamente igual a nível de dimensão à àrea de Lisboa, são 2 milhões... A cidade de Lisboa perde população... O Norte herda um tipo de mão de obra de trabalho que marca por muito tempo....
Prós e Contras - Porto III
Rui Rio
"Uma coisa é o Norte, outra coisa é o Porto. O Porto é a segunda cidade do país. Se nós dizemos que estamos a insultar o resto do País. O interior do país tem os mesmos problemas do país, mas exponenciado. A região mais industrializada liberta mais mão-de-obra para o desemprego. Daí que o Norte tenha os problemas exponenciados. O Porto cria competitividade para o Norte. É por isso que é a capital do Norte. O importante é que o aumento da competitividade do Porto permita aumentar a competitividade do Norte. Não vejo outra forma (sem o Porto) para o Norte se desenvolver".
"Uma coisa é o Norte, outra coisa é o Porto. O Porto é a segunda cidade do país. Se nós dizemos que estamos a insultar o resto do País. O interior do país tem os mesmos problemas do país, mas exponenciado. A região mais industrializada liberta mais mão-de-obra para o desemprego. Daí que o Norte tenha os problemas exponenciados. O Porto cria competitividade para o Norte. É por isso que é a capital do Norte. O importante é que o aumento da competitividade do Porto permita aumentar a competitividade do Norte. Não vejo outra forma (sem o Porto) para o Norte se desenvolver".
Prós e Contras - Porto II
"...necessidade de bater o pé, não a Lisboa, mas à tendência centralista de todos nós, mesmo os do Porto". Na reportagem incial.
(gostei de ver a reportagem lida por alguém mesmo do Porto. Normalmente costuma ser alguém de outra zona do país, a ruminar à força um estranho sotaque galaico-português).
(gostei de ver a reportagem lida por alguém mesmo do Porto. Normalmente costuma ser alguém de outra zona do país, a ruminar à força um estranho sotaque galaico-português).
Prós e Contras sobre o Porto em directo no Norteamos
Caros colegas, comentadores e leitores:
O Norteamos fará a emissão do Prós e Contras em simultâneo com a RTP. Estarei aqui a relatar as principais opiniões emitidas no programa, bem como comentários às mesmas. Emissão a partir das 22h50m.
O Norteamos fará a emissão do Prós e Contras em simultâneo com a RTP. Estarei aqui a relatar as principais opiniões emitidas no programa, bem como comentários às mesmas. Emissão a partir das 22h50m.
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